O governo prepara-se para a aplicação de medidas mais musculadas e restritivas no combate ao surto do novo coronavírus em Portugal, mas apenas para os concelhos mais afetados. Em cima da mesa de discussão, que está a envolver o governo, Marcelo Rebelo de Sousa e todos os partidos com representação parlamentar, está a possibilidade de dividir os municípios que registem elevados casos de contágio em três escalões diferentes. As medidas mais duras serão aplicadas aos concelhos que, por dia, registem mais de 960 casos por cem mil habitantes, e nos quais se deverá manter o recolher obrigatório aos fins de semana.

A informação foi avançada esta terça-feira, 17 de novembro, por José Luís Ferreira, líder parlamentar d'Os Verdes (PEV) após uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, que está todos os partidos.

"O governo estará a ponderar escalonar os concelhos em função da gravidade. Portanto, haveria um escalão mínimo, para os concelhos entre 240 e 480 casos diários, o que significa que as restrições vão ser mais leves aí; um escalão intermédio que envolve os concelhos entre 480 casos e 960 casos, e um escalão máximo nos concelhos onde se verifica um número superior a 960 casos", explicou José Luís Ferreira aos jornalistas, cita o jornal "Expresso".

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No segundo escalão de gravidade, estarão todos aqueles concelhos que registem entre 480 a 960 casos de infeção por cem mil habitantes. No patamar menos grave, estarão os municípios que registem entre 240 a 480 infeções pela mesma fatia da população. Sabe-se que nestes dois escalões menos graves, as restrições serão menos severas.

O líder parlamentar do PEV não as revelou, mas instituiu que cabe ao governo "explicar muito bem" quais as medidas que estão previstas e quais as "consequências concretas da sua aplicação".

No atual quadro da Direção-Geral da Saúde, pelo menos 28 concelhos registam um número de casos superior ao de 960 por cem mil habitantes, sobretudo os distritos do Porto e de Braga.

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