Um brinco ainda é aceitável, uma mala cheia de carregadores começa a ser estranho, mas o mais incrível é que a GuestReady, gestora de propriedades para arrendamento de curta duração, já chegou a encontrar artigos de luxo com valores acima dos 100€ deixados pelos hospedes.

Estes são apenas alguns exemplos daquilo de que as pessoas se esquecem, ou que pelo menos deixam para trás. É que esta empresa também já se deparou com artigos tecnológicos estragados — talvez porque os hóspedes não os queriam mesmo levar.

Desde 2018 que a GuestReady, com mais de 200 apartamentos entre Lisboa e o Porto, já recebeu 24 mil hóspedes, e foram alguns destes que deixaram um cemitério de perdidos que quase nunca voltaram a ser, neste caso, procurados.

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Começando pelos artigos mais simples, na lista de artigos abandonados estão: peças de roupa, livros, brincos, colares e anéis (que, na melhor das hipóteses, não são alianças).

Passamos agora aos mais estranhos, e são esses que deixam várias questões por responder. A primeira é "como e porquê?" e a segunda: "Posso ficar com eles?". É que dava jeito ganhar uma mala repleta de biquínis ou de carregadores (objetos de tamanha dimensão que é difícil perceber como se perdem) — porque nunca se sabe quando vamos ter uma emergência e o cabo dos nossos amigos não é compatível.

A equipa de manutenção dos apartamentos, que é quem encontra estes objetos, deve ficar ainda mais surpreendida quando se depara com artigos de luxo, tal como as carteiras da Furla, que custam mais de 100€, sapatos Jimmy Choo, que nunca custam menos de 500€, e ainda relógios Audemars Piguet, a marca suíça de relógios que variam entre 2 mil e mais de 600 mil euros.

Acha que a lista ficava por aqui? Não. E esta sim, é uma surpresa. "Deram-me como prenda, agora é uma prenda para ti", dizia o recado que, de acordo a empresa, foi deixado por um dos hóspedes, acompanhado de um livro sobre fetichismo.

A esta lembrança, juntam-se outras, como uma garrafa de saquê artesanal (uma recordação de hóspedes japoneses), uma seleção de queijos da França ou o uísque escocês deixado por um casal de Edimburgo, Escócia.

Mas há uma razão para isto acontecer (ao contrário dos objetivos que são simplesmente deixados ao abandono): "Tradicionalmente, quando ficamos em casa de alguém, levamos um presente como forma de agradecimento. Isto é o que acaba por acontecer também nas casas que gerimos. Há algo de muito pessoal nesta estadia no lar de outros", diz Vanessa Vizinha, diretora Geral da GuestReady em Portugal.

Quando cada objeto é encontrado, segue para a secção de perdidos e achados nos escritórios da GuestReady. Aqui, o caminho varia de caso para caso. Há os que procuram os objetos, os que depois de ser contactado pela empresa os recebe por correio, ou ainda os que não os querem mesmo de volta.

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