A Direção-Geral de Saúde aprovou esta sexta-feira, 19 de fevereiro, a realização de eventos-piloto em Lisboa e no Porto com um protocolo rigoroso de segurança. O objetivo é  perceber se será ou não possível a realização de festivais de verão e em que moldes. A decisão foi tomada em conjunto por um grupo de trabalho com promotores de espetáculos, o Governo e a DGS, numa reunião que se repetirá a 5 de março para continuar a planear as experiências.

Estas terão lugar no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, e no Campo Pequeno, em Lisboa, o que permitirá ter a perspetiva de um evento com aglomerações num espaço ao ar livre e coberto, respetivamente. Ainda não há datas definidas para os eventos, uma vez que tudo dependerá do processo de desconfinamento decretado pelo Governo, mas estima-se que os eventos-piloto possam ter ligar em abril.

O plano para os eventos-piloto foi traçado pela Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE) e pela Associação Portuguesa de Festivais de Música (APORFEST), de acordo com o "Jornal de Notícias", e a ideia é que os participantes façam um teste rápido à COVID-19 até 72 horas antes do evento, repitam o teste à entrada para o recinto e, passados 14 dias, respondam a um questionário e façam um novo teste. Estes testes poderão ser feitos com recurso à saliva ou por zaragatoa no nariz, de acordo com a TSF. O uso de máscara será obrigatório durante os eventos.

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Os eventos-piloto vão permitir aferir qual o melhor método a aplicar nos festivais deste ano: “festivais-bolha” em que só entra quem está vacinado e testou negativo nas últimas 72 horas, ou quem se submeta a um teste rápido à entrada. No caso desta última hipótese, os promotores preveem um período máximo de espera de 20 minutos entre a compra do bilhete, a realização do teste antigénio (saliva) e o respetivo resultado.

Se o risco de contaminação com COVID-19 for baixo nestes evento-piloto, os festivais de verão poderão vir a ter autorização do Governo e das autoridades de saúde para avançar. A ideia destas experiências não é nova e já foi feita em Londres e em Barcelona, onde os participantes foram testados à entrada.

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