O ensino à distância e o uso constante e próximo dos ecrãs durante a pandemia teve efeitos nefastos na visão das crianças e jovens, tento feito aumentar bastante os casos de miopia e não só. Quem o diz é de Margarida Barata, diretora de marketing da Fundação VAN - Vision as Needed - Essilor (Europa) e responsável por um programa de rastreio visual que está a decorrer em vários agrupamentos escolares, no Porto, noticia o "Diário de Notícias". 

Na Escola Básica e Secundária do Cerco foram colocadas as carrinhas móveis de rastreio e consulta, e os alunos das escolas de Campanhã, Cerco e São Roque já fizeram uma primeira avaliação. Destes, cerca de 25% dos estudantes, entre os 6 e os 18 anos, apresentaram problemas de visão "leves", como miopia ou astigmatismo, mas foram também identificados problemas graves de córnea ou altas miopias, escreve o "DN".

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De acordo com Margarida Barata, este é um programa que começou no final de 2o19, mas que acabou por ser interrompido devido à pandemia. Além do rastreio, a ação inclui "consultas de oftalmologia e a oferta de óculos (lentes e armações) a alunos do Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto, que cobre um tecido socioeconómico particularmente frágil", explicou a responsável ao "DN".

"Os problemas de visão são responsáveis por dificuldades de aprendizagem. Sem ver bem, não se aprende. A título de exemplo, nesta semana identificámos um caso grave de nistagmo, num aluno que era considerado um elemento perturbador em sala de aula. A perturbação dele residia no problema de visão", alertou ao mesmo jornal Margarida Barata, relembrando que os especialistas estimam que, em 2050, "metade da população mundial será míope".

Para muitas crianças, estes rastreios são a única forma de obter um diagnóstico e, por esse motivo, Margarida Barata explica que o objetivo é voltar ao mesmo local daqui a dois anos "para ver a evolução dos casos agora diagnosticados".

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