Esta terça-feira, 2 de junho, as redes sociais foram invadidas por fotografias com um fundo preto num movimento contra o racismo. O #BlackOutTuesday queria realçar as publicações contra crimes como o que aconteceu com George Flyod, nos Estados Unidos, que acabou por morrer sufocado por um polícia.

Foram muitas as figuras públicas que decidiram aderir a este movimento mundial, mas houve também quem optasse por não dizer nada e tenha sido criticada por isso. Aconteceu em Portugal com a ex-atriz e influenciadora digital Sandra Silva que se absteve de comentar esta situação. Foi criticada pela posição que tomou e gravou vários vídeos para os Stories a explicar a sua atitude.

“A rede social é minha, eu partilho os conteúdos que eu quero”, começou por dizer. “Só porque toda a gente partilha uma coisa não quer dizer que o resto das pessoas que não estão a partilhar tenham de o fazer”. A jovem de 23 anos acrescentou que não é por um conteúdo ficar “trending” ou “cool” que o vai abordar.

“Vou partilhar mais não sei quantos vídeos que andam no Twitter porque é fixe falar sobre isso?”, perguntou. “Eu não sou racista, ok? Não é fixe as pessoas andarem a morrer. Eu não concordo com isso de todo”. Sandra Silva deu ainda a um conselho às pessoas que não gostam das partilhas que faz. “Se não gostam do que falo aqui não precisam de me seguir”.

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O comentário sobre o assunto não ficou aqui. Num story partilhado na mesma altura, a influenciadora digital explicou ser “a favor” da igualdade e disse não ter percebido todas as críticas que recebeu.

“Malta, vamos lá ver as coisas com consciência. Eu também não me intrometo na vossa vida e no que vocês partilham. Vocês caem em cima de mim porque eu tenho x seguidores. Até ontem não tinha falado do assunto, ninguém sabia se eu ia falar ou não. Que pressão social é essa? Eu sou a favor da igualdade de direitos, se vocês me seguem sabem disso. Não percebi esse ódio. Sentem-se bem com isso? Sobe o vosso ego? Muito menos pessoas que nem sabem quem eu sou, please. Há imenso problemas no mundo todos os dias e ninguém fala disso. Ficava aqui um dia a enumerar. Não é porque toda a gente fala que vocês tem de me atacar”.

Ainda assim, Sandra Silva explicou que ia adiar um conteúdo no Instagram e outro no Youtube para que eles não saíssem no dia do movimento por “respeito”.

As críticas à posição da ex-atriz sucederam-se no Twitter. “Sim, Sandra. Estamos todos a falar de racismo porque é cool e trending, não porque é um problema sério que já matou demasiada gente inocente e que continua a existir em pleno século XXI.  No fundo, queremos todos estar 'interiorizados' nesta sociedade fixe em que vivemos”, escreveu um utilizador. “Obrigada pelo teu conhecimento, cabeça de batata. Ainda bem que nem se trata de uma situação urgente e alarmante, em que a preocupação deveria vir de TODOS”, partilhou outro.

Agir e Luís Borges foram duas figuras públicas que também manifestaram a sua opinião em relação a estes comentários. O cantor partilhou: “Racismo tá trending malta. Quem quiser desconto num batido de insulto com sementes de goji é usar o código Sandra100noção”. Já Luís Borges escreveu simplesmente no Instagram: “Esta influencer é uma verdadeira inspiração”.

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