Graça Freitas não exclui a possibilidade de Portugal voltar a passar por uma nova vaga da pandemia da COVID-19. Esta quarta-feira, 3 de março, a diretora-geral da Saúde assumiu também que, com o conhecimento atual sobre o vírus, algumas  das decisões  tomadas até agora teriam sido diferentes.

"Se olharmos agora para trás muitas coisas poderiam ter sido feitas de maneira diferente, sobretudo antecipando algumas consequências da epidemia, mas na altura em que foram tomadas as decisões eram as melhores para aquele momento", afirmou Graça Freitas no programa "Grande Entrevista", na RTP3, tal como escreve o "Observador".

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Quanto à situação atual e futura, a diretora-geral da Saúde reconheceu que "uma nova escalada do vírus está em cima da mesa, mesmo com a vacina". "O vírus sofre mutações. Não estamos livres disso, apesar da vacina. E não sabemos quanto tempo vai durar a imunidade, se vai proteger contra novas variantes ou como vai funcionar a imunidade natural", salientou no mesmo programa, escreve o "Jornal de Notícias".

Questionada sobre o plano de desconfianmento, que está ainda a ser elaborado e que deve ser apresentado ao País no dia 11 de março, Graça Freitas realçou que vários países adotam metodologias diferentes e que não existe uma "receita" única para todos.

"Os quatro indicadores que estão a ser mais ponderados — e que não excluem outros —  são: incidência cumulativa a 14 dias, taxa de positividade, ocupação de camas em unidades de cuidados intensivos e o Rt [índice de transmissibilidade]", afirmou, realçando que, apesar de Portugal estar com um Rt "baixo" e com "uma taxa de positividade inferior a 4%", a situação em internamentos é ainda preocupante.

Quanto à vacinação, e devido ao atraso na entrega das vacinas, Graça Freitas reconheceu que "o primeiro trimestre vai ficar aquém das expetativas", mas, tal como Marta Temido já tida dito, espera-se que até ao final do verão 70% da população do País esteja vacinada.

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