À vista de uma câmara e de um microfone, todos queriam fugir. Bem, sejamos justos, todos não. Das centenas de estudantes que cruzavam as portas da Universidade Lusófona de Lisboa, 35 pararam para responder às perguntas da MAGG. Uns a medo, outros determinados e confiantes, apesar de ainda não saberem de que tratava aquele breve questionário.

A 8 de outubro de 2018, fez 20 anos desde que o escritor José Saramago recebeu o Nobel da Literatura, em 1998, tendo sido o primeiro e único português a receber este prémio.

Era com este assunto que se relacionavam as perguntas dirigidas aos estudantes: "Quem foi o único português a receber o prémio Nobel da Literatura?" e "Conhece algum título de José Saramago?". A maioria dos jovens soube responder, apesar de muitos terem demorado a lembrar-se do título de uma obra. Pode ter sido a pressão ou a fome (estávamos perto da hora do almoço) a manifestarem-se na forma de esquecimento, até porque os livros do autor fazem parte do programa na disciplina de Português, no 12.º ano. "O Convento de Mafra", dizia-nos, atrapalhado, um dos alunos.

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Mas vamos a números: Dos 35 estudantes que entrevistámos, 74% sabiam que Saramago tinha ganho o Nobel da Literatura, 18% não conseguiram responder e 8% referiram um autor errado. 65% dos alunos com que falámos souberam referir um título do escritor (os livros mais mencionados foram "O Memorial do Convento" e "O Ano da Morte de Ricardo Reis"), contrariamente aos restantes 35%.

Luís Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", do século XVI,  ou Eça de Queiroz, autor de "Os Maias", do século XIX, foram dois dos escritores associados ao prémio, ainda que este tenha sido atribuído pela primeira vez em 1901. Fernando Pessoa, o poeta do início do século XX, também não ficou de fora: tanto foi apontado como o autor premiado, como a obra "O Livro do Desassossego" lhe foi retirada para ser acrescentada à bibliografia de Saramago.

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