Tudo começou com um Story no Instagram de Cátia Teles Couto, autora da página de Instagram @xioquasequemara, lançado esta quarta-feira, 22 de janeiro. Além da pergunta "Quem alinha?", a psicóloga e blogger tinha uma sondagem com duas opções: "Eu hoje vou afiar o lápis" ou "Que preguiça". Experimentámos alinhar, e parece que 62% dos seguidores de Cátia Teles Couto também.

Mas afinal em que é que alinharam? Em enviar uma mensagem ao parceiro para saber se quer afiar o lápis — que é como quem diz, se quer ter relações sexuais. A questão deu início ao #movimentoafiarolapis.

"Por brincadeira, há uns tempos, como qualquer influenciadora, disse: 'Podem perguntar o que quiserem'. Como sabem a minha área de formação, era normal [os seguidores] perguntarem o que fazer em situações X ou Y, problemas com as sogras, com as cunhadas, etc.. Mas ontem descambou para outro lado", conta à MAGG a psicóloga, blogger e conselheira.

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E esse lado foi o que deu origem ao movimento #movimentoafiarolapis. O objetivo era desbloquear os casais e, para isso, todas as "afias" (mulheres) deviam desafiar os seus "lápis" a encontrarem-se à noite — ou noutra altura qualquer. "Às vezes andamos todos um bocadinho desencontrados e com falta de tempo. Foi hilariante ver homens a dizer 'mas tu estás bêbada?', 'mas tu estás bem?'", conta Cátia.

Muitos seguidores enviaram prints das conversas que tiveram com os parceiros e parceiras, para que Cátia visse qual foi a reação à pergunta "Vamos afiar o lápis hoje?" — e a blogger partilhou as mais engraçadas nos Stories do Instagram. Alguns homens mostraram-se entusiasmados, dizendo "prepara a afia então", enquanto outros entraram na brincadeira: "Afia-me o lápis, mas este lápis é especial. Tem de ser molhado antes de ser afiado".

Há ainda quem tenha ficado confuso, dizendo que não percebeu a dica, ou para quem a sugestão não é novidade: "Não te esqueças que, apenas por motivos profissionais, também sigo a Cátia", respondeu um seguidor, desfazendo a piada do movimento começado pela psicóloga.

A blogger tem uma espécie de consultório online

Cátia já deu consultas num consultório físico, mas estas ficaram de parte desde que passou a cuidar da filha. Mas nem por isso deixou de dar consultas.

"Já era bastante recorrente receber mensagens de pedidos de ajuda, quando as pessoas estavam já numa fase crítica. Sempre que consigo, respondo a toda a gente. Depois acabaram por dizer: 'Queria é um consultório quase como o da revista 'Maria'. E ficou o 'Xio quase que Maria'", refere.

O consultório online foi então criado há duas semanas, a 2 de janeiro, aumentando ainda mais a influência de Cátia no Instagram — que conta já com um total de 44 mil seguidores.

No "Xio quase que Maria", surgem várias questões relacionadas com a vida sexual dos casais, perguntas em modo de metáfora para falar sobre fidelidade ou até mesmo dúvidas de mulheres solteiras ou divorciadas que ainda não conseguiram estabelecer uma nova relação.

E são várias as pessoas que procuram a psicóloga e conselheira não só por responder frequentemente às questões que lhe enviam, como também pelo facto de ser conhecida por não ter grandes filtros: "As pessoas acham que sou a blogger que tem coragem de dizer o que mais ninguém diz, porque faço-o de uma forma muito direta. Isso já ninguém me tira".

Do consultório para o movimento, cuja data oficial ficou marcada a 22 de janeiro, uma das primeiras "vítimas" da dica "vou afiar-te o lápis" foi o próprio namorado da psicóloga, Pedro, que cuspiu o café depois de ver a mensagem com a sugestão, por não estar à espera.

A resposta do marido da psicóloga Cátia

Como ele, vários homens foram apanhados de surpresa, de tal forma que não faltam mensagens a confirmar se a dica era precisamente o que pensavam: "Será que estou a ver bem?".

Cátia confessa que depois de lançar o movimento já se riu até não ter lágrimas, mas ainda antes de o criar lembra-se de algumas respostas que mais adorou: "Quando me falaram de lápis grandes ou pequenos, e que um era um sino e parecia uma ecografia endovaginal. É impagável. As pessoas têm um sentido de humor incrível", diz a psicóloga.

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