Laura Jackson estava farta de uma sociedade que insistia em dizer-lhe como é que o seu corpo deveria ser. Ancas largas (mas não demasiado largas), peito grande (mas não demasiado grande), corpo magro (mas não demasiado magro) e, claro, zero pelos nas axilas, pernas e virilhas. Neste último ponto não havia nenhum "mas" — as mulheres não se querem peludas. Certo?

Errado. Mais do que errado, a resposta certa a esta questão é "Ninguém tem nada que ver com isso" — os corpos são delas, e é a elas que cabe escolher. Foi exatamente isso que a estudante de teatro Laura sentiu em 2018, quando teve que deixar crescer os pelos para um espetáculo.

Laura Jackson é estudante na Universidade de Exeter

"Apesar de me sentir mais livre e confiante, algumas pessoas à minha volta não compreenderam ou concordaram com o facto de ter deixado de me depilar", contou um ano depois a britânica de 22 anos à BBC. "Apercebi-me de que ainda tínhamos muito que fazer no sentido de nos aceitarmos completa e verdadeiramente."

Determinada a lutar contra este estigma, Laura criou um movimento a que deu o nome Januhairy. Objetivo? Incentivar outras mulheres a deixarem a depilação de parte em janeiro, e a mostrarem com orgulho o seu corpo com pelos.

Mulheres que não depilam. "O que eu quero é que não exista um juízo de valor feito à mulher que decide não depilar-se"
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A ideia foi um verdadeiro sucesso. Nas redes sociais, centenas de mulheres aderiram e mostraram as suas pernas e axilas peludas sem qualquer pudor. Em 2019 o movimento voltou a repetir-se e, claro, em 2020 também.

"Esta não é uma campanha de raiva contra as pessoas que não percebem o quão normal o pelo corporal é. É um projeto de empoderamento".

E parece que está a resultar. Na página de Instagram Januhairy, que neste momento conta com 23 mil seguidores, não faltam fotografias de mulheres que exibem com orgulho os seus pelos — em janeiro ou no resto do ano. Mostramos-lhe 50 mulheres que aderiram ao movimento.

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