A perda de olfato e paladar devido à infeção com COVID-19 pode levar cinco meses a recuperar, de acordo com um estudo preliminar apresentado esta terça-feira, 23 de fevereiro. Os resultados definitivos só serão apresentados em abril, mas de uma amostra com mais de 800 pessoas que testaram positivo à COVID-19, foi possível concluir que mais de metade (51%) das pessoas ainda não tinha recuperado o olfato e 38% o paladar cinco meses após a perda destes sentidos.

Em boa parte dos casos, a perda de ambos os sentidos aconteceu no início da infeção, sendo que em relação ao olfato isso aconteceu com 580 pessoas e quanto ao paladar com 527.

O estudo preliminar mostra ainda o nível de recuperação dos sentidos. Foi pedido aos participantes (trabalhadores sanitários que estiveram infetados) que avaliassem de zero a dez a presença dos sentidos após a COVID-19 e, em média, sete foi o número escolhido para quem perdeu o olfato e oito para quem perdeu o paladar.

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“Os nossos resultados demonstram que um sentido do olfato e do paladar deteriorado pode persistir num número de pessoas com COVID-19”, disse o co-autor do estudo Johannes Frasnelli, da Universidade do Quebec em Trois-Rivieres, no Canadá.

O investigador acrescenta ainda que o objetivo do estudo é observar quanto tempo persiste essa perda de olfato e paladar e a sua gravidade e os primeiros resultados vêm reforçar a importância de acompanhar pessoas infetadas com o vírus SARS-COV-2 de modo a perceber o impacto da doença no desenvolvimento de problemas neurológicos.

As conclusões finais serão apresentadas em abril na reunião anual da Academia Americana de Neurologia.

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