Oito noites seguidas, dois dias de filmagens e a ocupação da freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa — que engloba os bairros de Alfama, Baixa, Chiado, Castelo, e Mouraria — , é o que está previsto para as gravações em julho de uma nova produção para Netflix pela produtora portuguesa Ready to Shoot. Contudo, o plano não está a agradar à freguesia , que já se manifestou relativamente ao "impacto negativo" que as filmagens podem ter.

"Está em causa o direito ao descanso dos moradores, assim como os direitos de circulação, acesso e estacionamento, em consequência da ocupação massiva que as filmagens acarretam", pode ler-se na nota publicada esta segunda-feira, 21 de fevereiro, no Facebook da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, cujo presidente, Miguel Coelho, já mostrou também o seu "desagrado com a transformação da freguesia num 'estúdio cinematográfico'".

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Sabe-se que nas gravações está previsto o uso de "efeitos de fogo, armas de fogo, colisões entre automóveis, perseguições com automóveis e motociclos, perseguições de motociclos pelas escadas e escadinhas dos bairros e outros diversos efeitos especiais na Baixa, Chiado e Mouraria", que, segundo a freguesia, serão prejudiciais para "famílias com crianças e para os idosos".

A ideia da produtora é filmar entre as entre as 18h e as 8h e, embora o horário venha a aplicar-se apenas a alguns dias do mês de julho, a junta de freguesia mostra-se preocupada com a qualidade de vida dos moradores.

A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior mostra alguma revolta por não ter sido consultada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e por não ter como, legalmente, impedir as filmagens. No entanto, mostra-se disponível ao diálogo.

"A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior está disponível para encontrar uma solução razoável, mas não para assumir uma postura de subserviência a tudo o que vem proposto pelos diversos 'impérios culturais da moda'", lê-se na publicação.

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