O vídeo que mostra uma funcionária da Creche do Pombal, em Oeiras, a ter comportamentos violentos para com uma criança foi este domingo, 24 de outubro, partilhado nas redes sociais. No primeiro vídeo, entretanto eliminado, é possível ver uma funcionária a empurrar e, aparentemente, a dar um estalo a uma criança durante uma refeição.

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Francisca de Magalhães Barros foi quem denunciou o caso que gerou uma onda de indignação e acabou por ser partilhado por centenas de pessoas, incluindo as atrizes Jessica Athayde e Melânia Gomes.

"Isto não é com o meu filho mas é quase como se fosse. Tenho vontade de entrar na escola e desfazer esta gaja. Não há explicação para uma coisa destas acontecer numa creche. Eu divulguei o vídeo, sei de quem já tenha divulgado e foi retirado das redes sociais (…) é muito triste que isto aconteça”, disse Jessica Athayde, apelando a que tem provas de situações idênticas que envie para Francisca de Magalhães Barros.

O primeiro vídeo partilhado pela artista e ativista já não se encontra disponível nas redes sociais, mas, mais tarde, Francisca partilhou outro que diz ser a continuação do primeiro. "Afinal existiam duas auxiliares! Não uma. Bem me parecia que isto tinha sido filmado fora da creche e que existiam mais auxiliares e pessoas que sabiam disto. Guardem porque o Instagram remove-me isto.", escreveu Francisca De Magalhães Barros na descrição do vídeo (que também já não se encontra disponível).

Funcionária do primeiro vídeo foi suspensa. CSPO encontra-se a analisar segundo vídeo

Ainda este domingo, 24 de outubro, o Centro Social e Paroquial de Oeiras (CSPO), responsável pela Creche do Pombal, emitiu um comunicado onde revela ter tomado conhecimento do vídeo pelas redes sociais.

"A Direção do CSPO quer desde já deixar claro que as alegadas práticas, totalmente contrárias aos valores e princípios que a instituição professa, são tratadas, a confirmarem-se, ao abrigo de uma política de tolerância zero na forma como entende lidar com situações de natureza semelhante, passadas, presentes ou futuras", lê-se no documento também partilhado na rede social Instagram da ativista.

No comunicado, a CSPO informa ainda que a funcionária em questão (a que estava presente no primeiro vídeo partilhado) foi suspensa "com efeitos imediatos e por tempo indeterminado" e que houve "abertura de um processo de averiguações para apuramento dos factos alegadamente ocorridos e eventual instauração de um procedimento disciplinar".

À MAGG, Ana Maria Afonso, diretora do Centro Social e Paroquial de Oeiras, afirma que nunca tinha sido feita nenhuma denúncia de casos semelhantes. "Se tivéssemos conhecimento de alguma situação já teríamos informado as entidades competentes ou a brigada como fizemos agora. Eu, enquanto diretora geral, comuniquei com a PSP", disse à MAGG, referindo ainda que a PSP já esteve na escola durante a parte da manhã desta segunda-feira, 25 de outubro, e que a situação está a ser comunicada ao Ministério Publico através da Polícia de Segurança Pública. Contactada pela MAGG, a Polícia de Segurança Pública confirma que o caso já foi reportado.

Relativamente ao segundo vídeo, onde aparentemente aparece outra funcionária, Ana Maria Afonso diz que a direção só teve conhecimento desse vídeo na manhã desta segunda-feira "nas escadas, quando estávamos a receber os pais". "Ainda não tivemos tempo de analisar uma vez que temos estado a falar com os pais, inclusive com os pais da criança que aparece no vídeo, e vamos durante a tarde de hoje tentar perceber o que é que se passou", revelou à MAGG. "Isto é um crime público portanto os pais da criança vão ser ouvidos assim como vários colegas e eu própria serei ouvida", acrescentou, após ser questionada sobre se os pais da criança tinham também feito queixa às autoridades.

Contactada pela MAGG, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Oeiras diz não ter conhecimento do vídeo em questão e que, até ao momento, tiveram "sempre as melhores referências" da creche.

Nas redes sociais, Francisca de Magalhães Barros tem partilhado testemunhos de seguidores que garantem já ter visto ou passado por situações semelhantes às representadas nos vídeos noutras creches do País.

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