António Pedro Cerdeira, muito conhecido no mundo artístico pelas diversas partidas que prega aos colegas mais novos, deixou este sábado o lado mais divertido e, numa conversa emotiva com Daniel Oliveira, recordou algumas das pessoas mais importantes da sua vida que morreram recentemente.

O ator de 51 anos, que dá atualmente vida a Fernando Pereira Espinho na telenovela da SIC, "A Serra",  já tinha sido convidado de Daniel Oliveira no programa "Alta Definição" há 11 anos, mas regressou agora para uma nova entrevista onde confessou que passado todo esse tempo muita coisa mudou a nível pessoal e profissional. "Tive perdas. Tornei-me mais triste e mais desiludido", começou por dizer.

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Questionado por Daniel Oliveira sobre como é que a morte de Maria João Abreu veio mudar a forma como todos se relacionam na telenovela, António respondeu que os atores se uniram bastante. "Só nos une ainda mais. Era uma pessoa bastante consensual. Este elenco também é muito especial, e isso é mérito teu", começou por dizer.

"O exemplo dela o que nos faz é querer brilhar ainda mais, sorrir ainda mais, dignificar e honrar este projeto, por nós, mas também em nome dela porque era uma pessoa que merecia isso. Esse sorriso, essa boa disposição, esse abraço que perdura em nós, que vai continuar e que nós nos lembramos é a marca que ela nos deixou e é o que vai ajudar este elenco a lutar ainda mais", continuou.

Ator falou sobre a falta que sente da mãe e a morte de Pedro Lima 

Depois de recordar Maria João Abreu, o ator falou ainda da falta que sente dos pais, relembrando a morte da mãe (que aconteceu há cerca de um ano) e do pai (que partiu quando António tinha apenas 21 anos).  "Tenho pena dos momentos que já não podem ser vividos. Acho que os pais nos fazem muita falta. Porque são momentos que tu não vives e sentes pena de não ter aquela pessoa para recorrer. É uma saudade que fica. É um buraco que fica em ti e eu acho que não ficas melhor pessoa. Ficas mais pobre. Sentes-te mais só", confessou.

A Daniel, revelou ainda que o processo de luto continua e que só conseguiu entrar três vezes na casa da mãe. Apesar desta já ter 80 anos, a morte aconteceu de forma repentina e dolorosa. "Tu veres uma pessoa, de repente, a transformar-se num cadáver à tua frente é muito complicado", contou, explicando que a mãe sofria de leucemia e que o processo de quimioterapia não ajudou. "Tu pensas que se não o fizesses irias ficar com esse peso, e se o fizesses e corresse mal, como correu, também ias ficar com o peso. Mas recordo-me dela a querer agarrar-se à vida", disse em entrevista.

Questionado por Daniel sobre como é lidar com as perdas, António Cerdeira responde: "Vivo com muita saudade das pessoas. A perda é sempre a perda, acho que arranjas maneiras de a contornar e de viver com ela, mas nunca fica sarada".  Todos os dias, o ator sente vontade de ligar a algumas das pessoas mais importantes que fizeram parte da sua vida e revela que não consegue eliminar da lista de contactos alguns números, entre eles o de Pedro Lima. 

O ator, que morreu em junho de 2020, aos 49 anos, era um dos melhores amigos de António Cerdeira. "Tenho saudades da gargalhada dele. Daquela maneira bruta que ele tinha de chegar. Era e é o padrinho não oficial do meu filho mais velho", disse.

"Fica muita pena de não termos partilhado mais momentos. A vida não nos permitiu mesmo e ainda me custa aceitar. Passámos por muitos momentos, a todos os níveis, e muitas vezes ainda é como se ele estivesse vivo e pudesse pegar no telefone e ligar-lhe e falar sobre isso. Fazem-me falta essas pessoas", remata, contando que esteve com Pedro Lima dias antes da tragédia e nunca percebeu que algo se estivesse a passar. "Ninguém faz a menor ideia, eu não fazia."

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