É discreto mas não é raro vê-lo a posar com o pai para os flashes de uma câmara. Falamos de Guilherme Castelo Branco, o único filho de José Castelo Branco, que esteve esta quinta-feira, 21 de maio à conversa com Cristina Ferreira. Os dois falaram sobre a infância de Guilherme, e de como foi crescer com um pai mais “excêntrico”, da relação que tem com a mulher do pai e até como é que tudo isso teve influência no homem que é hoje.

José Castelo Branco e Arlene Albergaria separam-se quando Guilherme tinha apenas dois anos, por isso não guarda recordações dos dois juntos. Mas recorda-se de passar pouco tempo com o pai, do casamento da mãe e do casamento do pai com lady Betty, que aconteceu quando tinha seis anos. E, mesmo que o pai não fosse igual ao padrasto, Guilherme aprendeu a ver a normalidade nos dois casos.

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“Aprendi a ver a normalidade nas pessoas a sentirem-se bem”, explicou a Cristina Ferreira. Por isso quando via José Castelo Branco a maquilhar-se considerava o comportamento normal porque isso fazia o pai sentir-se bem. Foi quando os outros começaram a fazer perguntas e a criticar que Guilherme se começou a sentir mais desconfortável.

“Ao longo do meu crescimento eu não percebi muito bem o que é o que o meu pai era e ele foi-me explicando”, revelou. “Quando uma pessoa é pequenina não consegue compreender bem isso e ficava revoltado e com raiva. Não era vergonha, porque sempre lidei com isso desde pequenino”. O problema, explicou, era que criticassem o pai sem que o conhecessem. Mas uma rutura com o pai acabou mesmo por acontecer, depois de José Castelo Branco se ter vestido de mulher para uma revista. Guilherme era adolescente e ficou dois meses sem falar com o pai.

A partir dessa altura as coisas começaram a mudar. As pessoas que gozavam com o pai começaram a ser menos. “A partir dos 15 ou 16 anos a coisa mudou porque começaram a ver uma oportunidade de eu ser filho de uma pessoa famosa. Começaram aproximar-se de mim não por serem meus amigos”. Guilherme lidou bem com a situação — dos amigos e do pai — e agora já aparece “orgulhosamente” ao lado do pai nas revistas.

“As pessoas não cresceram com isto. [O facto de o pai ser diferente] deu-me muita força para ser quem sou hoje. Deu-me muito poder de encaixe e isso é o mais importante. Além disso, ajudou-nos a crescer mutuamente. Eu sei por o o que o meu pai passou e ele sabe por o que eu passei”.

A relação com Betty Grafstein

Guilherme Castelo Branco revelou ainda que tem uma relação “muito boa” com a madrasta. “A Betty é uma pessoa espetacular. Ela faz uma coisa que poucas pessoas fazem: para além de ser uma pessoa da alta sociedade, de ser uma lady na sociedade inglesa, ela consegue falar com qualquer pessoa. Ela já passou por tantas coisas que consegue arranjar sempre uma história da vida dela para se identificar com qualquer pessoa”, explicou. “Quando eu era miúdo e estava na fase de sair à noite, ela contava-me histórias do Studio 54, que foi mítico”.

Sobre a relação do pai com a madrasta, explica que não podia ser melhor. “Eles funcionam muito bem juntos, ele é um ótimo companheiro. Eles tem uma simbiose espetacular. A forma como veem a vida é muito parecida”. É por esta razão que teme pelo dia em que Betty possa morrer. “Tenho medo porque sei que o meu pai não gosta de pensar nisso. Mas acho que ele vai fazer o que faz sempre que é superar”.

“Ele é amigo, confidente e acredita que tudo vai ficar bem. Acha que devemos ser verdadeiros com nós próprios. A felicidade não vem do exterior, vem do interior. Podemos ser felizes com muito ou com pouco, é tudo uma questão de perspetiva”.

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