Na segunda emissão do novo programa de "Goucha", Manuel Luís Goucha entrevistou o marido, Rui Oliveira, com quem está casado desde 2018 embora a relação dure há mais de 21 anos. Apesar de uma relação longa, revelou um apresentador, há coisas que este não conhecia sobre o seu parceiro e terá sido esse o mote para uma conversa franca, de olhos nos olhos, em direto.

Rui Oliveira, descrito por Goucha como um homem discreto, contido e em total controlo das suas emoções, desabou no momento em que o apresentador lhe pediu para falar sobre a infância e o carinho da mãe que lhe moldou a forma afetuosa como lida com os outros. "Tive uma infância muito feliz porque éramos uma família muito unidade, de casa aberta, e que gostávamos de receber. A minha mãe gostava que pudéssemos trazer os nossos amigos até nossa casa e, no Carnaval, a festa era feita no jardim de casa", começa por dizer.

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"Essa forma de seres, de abraçares pessoas e de entregares a ela vem da tua mãe?", pergunta o apresentador que conseguiu arrancar lágrimas ao companheiro. "É a primeira vez que te vejo assim tão comovido", continua. Em respostas pausadas, por vezes interrompidas por soluços, Rui Oliveira recorda a mãe que perdeu.

"A minha mãe abraçava os filhos todos e isso fica connosco. É uma forma de educar. Foi uma lutadora no seu tempo e teve os filhos sozinha, sem parteira. Nesta altura, estas mulheres não eram seguidas por nenhum ginecologista e na altura do parto, quando a parteira chegava, já ela tinha o cordão umbilical cortado", diz. O seu primeiro filho, no entanto, irmão de Rui, nasceu com um problema de saúde e morreu pouco tempo depois do nascimento.

"Foi uma lutadora", repete uma e outra vez, em lágrimas, enquanto descreve os vários problemas de saúde por que a sua mãe teve de passar. "Primeiro sofreu uma queda em casa, partindo o colo do fémur. Quando cheguei ao hospital, regressado da Bélgica, fui ter com ela ao hospital e embora perceba que as pessoas que lá trabalham sejam muito mecânicas no manobrar do seu trabalho, há gestos que não aceitamos porque temos uma ligação sentimental e emocional com a pessoa. Aquilo para eles é normal, mas são muito frios. Por isso, a certa altura disse para pararem [o que estavam a fazer] e que eu e a minha irmã iríamos tratar dela", recorda.

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Aos 60 anos, no entanto, um novo problema ao qual não resistiria. "Ela tinha um problema cardíaco e fez uma retenção de líquidos muito forte. Quando foi parar ao hospital, disseram-me que tinha uma retenção de líquidos até ao pulmão. Assim que a visitei ela não abria os olhos. Perguntei-lhe se queria que a mudasse de clínica e ela disse que não valia a pena gastar mais dinheiro. Sem nunca abrir os olhos. Decidiu ali que tinha chegado o fim depois de tantos problemas."

Em conversa com Manuel Luís Goucha, Rui Oliveira diz ter "saudades do colo da mãe, da pessoa a quem se confessa tudo mesmo quando os filhos fazem disparates". "Ela tinha uma coisa muito boa: os filhos eram sempre acarinhados. Era uma mulher bonita, que gostava de saltos altos, que fazia a própria roupa, assim como a do filho. Falo muito com ela, porque os meus mortos são muito homenageados."

Sobe a relação que mantém com o apresentador, Rui Oliveira diz que tem sido de construção e não desconstrução, apesar dos egos. "Quando te conheci [referindo-se a Manuel Luís Goucha] disse que vinha para construir e não para destruir. Não é fácil viver contigo, como não deve ser fácil viver com pessoas que têm o mesmo trabalho de egos. Temos de nos habituar e aceitar. Mas um ingrediente é esse: sermos diferentes, mas a remar para o mesmo lado", conclui.

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