Joana Madeira revelou pela primeira vez a sua história de vida, que contém episódios trágicos. A humorista nasceu na Covilhã, tem família no Fundão e na Guarda. Com uma mãe professora, a ser colocada todos os anos letivos em diferentes escolas, “andava com a casa às costas” até aos 6 anos, contou a Manuel Luís Goucha. Nessa altura, a mãe de Joana conheceu o padrasto, e permaneceu em Elvas até a filha completar 18 anos. 

Eduardo Madeira sobre relação com a mulher. "Muito preconceito. Fui muito atacado. Eu e ela"
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Nesta fase, Joana Madeira já tinha sido abandonada pelo pai. A mulher de Eduardo Madeira conta ainda que no encontro logo a seguir à separação dos pais, o progenitor lhe “virou as costas, literalmente”. Alguns anos depois, já com 18 anos, decidiu encontrar-se com o pai, mas não existiu qualquer ligação.  

Ainda no Alentejo, a vida de Joana não se tornou mais fácil. A humorista refere que era “insuportável estar em casa”. “Cheguei a ir várias vezes para o hospital com sovas, que ele [padrasto] me dava e depois tinha de dizer que caí, ou me aleijava”, explica Joana Madeira. A atriz de 31 anos conta que a mãe sabia de tudo o que se passava, e que chegou a ser acompanhada por psicólogos e pela Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Aos 18 anos, Joana Madeira foi para Lisboa com o objetivo de se “libertar”. 

Com um “plano traçado”, Joana Madeira trabalhou todo o verão, em Elvas, para conseguir ir para a capital fazer um workshop da Plural (produtora das novelas da TVI), durante 15 dias. “Eu sabia que pertencia aqui (Lisboa). Eu tinha algum lugar no Mundo e o meu tinha de ser aqui”, explica Joana Madeira sobre as primeiras emoções logo que chegou a Lisboa. 

Mas a história não foi fantástica desde o começo. Assim que conheceu as restantes participantes do workshops e percebeu que existiam pessoas “muito melhores”, achou que voltaria para o Alentejo. 

Esses pensamentos desapareceram dois dias depois, quando foi contactada para fazer figuração na série juvenil “Morangos com Açúcar”. Este foi o primeiro passo em televisão, mas a necessidade de ter dinheiro prevalecia. Por isso, no mesmo dia foi ao centro comercial Vasco da Gama entregar currículos.  No dia seguinte, passou a trabalhar em figuração e numa loja de fast fashion. 

Com 300€ de renda para pagar, além das despesas do dia a dia, Joana Madeira recorda que fazia muitas refeições de “massa com manteiga ou com atum”. A humorista recorda ainda que, juntamente com um colega de casa, chegou a pedir alimentos em lojas de rua para conseguirem fazer uma sopa. 

A atriz afirma que a mãe tinha noção que Lisboa e o mundo do espetáculo eram o sonho de Joana Madeira. E o maior problema, “o que mais custou”, foi não conseguir apoiar financeiramente a filha.  Agora, os obstáculos são diferentes. Joana Madeira diz que ainda não teve muitas oportunidades para provar o que vale a nível profissional. Além disso, explica que não percebe porque é que isso acontece, mesmo com as diferentes formações, participações em novelas, e com feedback depois de gravações "bastante positivo"

Um casamento com 19 anos de diferença

"Eu sabia que ele era mais velho, mas quando estávamos juntos tínhamos a minha idade”, revela Joana Madeira, referindo-se ao marido de 50 anos. Quando se conheceram, durante as gravações de um programa da RTP, Eduardo Madeira tinha 39 anos e Joana Madeira 20. O humorista reparou na atriz, que fazia figuração, por causa do realizador que o alertou para a personalidade da jovem.

Joana Madeira conta que desde o início passavam o tempo a "rir, dançar e passear". Diz que têm consciência da diferença de idades, mas que não a sentem. Partilha que é completamente apaixonada por Eduardo e que não imagina viver sem ele. 

Quando Joana tinha 21 anos, nasceu a primeira filha do casal, Leonor. E, 10 anos depois, Carolina. A atriz diz que Eduardo e as filhas são  “o maior presente que Deus” lhe podia ter dado. 

Sócia de um restaurante em Lisboa, Joana confessa que o que lhe traz mais felicidade. "Ter todas as pessoas de quem gosto ao pé de mim, felizes, de preferência, a comer os meus cozinhados”. 

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