Linda Evangelista, uma das mais famosas modelos da década de 90, revelou esta quinta-feira, 23 de setembro, o motivo que a levou a afastar-se do panorama mediático durante os últimos anos. A modelo canadiana de 56 anos admitiu que um procedimento estético chamado CoolSculpting, que tinha como objetivo "diminuir" a gordura, fez "o oposto do que prometia" e deixou-a "brutalmente desfigurada".

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Foi através de um publicação partilhada na rede social Instagram que Linda Evangelista contou o motivo do afastamento. "Hoje dei um grande passo para corrigir um erro que sofri e guardei para mim mesma ao longo de mais de cinco anos", começou por dizer.

"Para os meus seguidores que me perguntam porque é que eu não tenho trabalhado, enquanto as carreiras dos meus colegas têm prosperado, a razão é que fiquei brutalmente desfigurada pelo procedimento CoolSculpting de Zeltiq, que fez o aposto do que me prometia", acrescentou, revelando que ficou, "como os meios de comunicação social descreveram, 'irreconhecível'".

Na mesma publicação, Linda Evangelista admitiu que desenvolveu uma hiperplasia adiposa paradoxal (quando a gordura localizada fica endurecida) e que não foi avisada sobre os possíveis efeitos secundários do procedimento. "Não só destruiu o meu sustento, como me enviou para um ciclo de depressão e tristeza profunda, (...) e para a auto-aversão. Nesse processo, tornei-me uma reclusa", afirmou.

Com o objetivo de se "livrar da vergonha" e "andar para a frente", a modelo avançou com um processo judicial de 50 milhões de dólares (42,7 milhões de euros) contra a empresa que efetuou o procedimento. A queixa, entregue esta terça-feira, 21, no tribunal federal de Nova Iorque, acusa a Zeltiq de negligência, publicidade enganosa e alega que a empresa não avisou os clientes dos possíveis efeitos secundários, escreve o jornal "Público". 

"Estou cansada de viver assim. Gostava de sair pela porta de casa com a cabeça erguida, apesar de já não parecer eu própria", rematou Linda Evangelista.

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