Luísa Castel-Branco sentou-se em frente a Manuel Luís Goucha para uma conversa intimista no programa "Conta-me" deste sábado, 27 de março. "Esqueci as câmaras e estive à conversa com o meu amigo Manel, num abrir a alma que só ele sabe fazer", admitiu Luísa Castel-Branco horas antes da entrevista, já anunciando que seria sem filtros.

Frente a frente com o apresentador das tardes da TVI, a escritora começou por falar do percurso na televisão. "Só fui trabalhar para televisão porque precisava de dinheiro", admite a Manuel Luís Goucha. "E não fui trabalhar para a frente das câmaras, fui para a redação a explicar aos jovens como é que era", recorda.

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Luísa Castel-Branco começou no mundo da televisão aos 46 anos, no programa "Luísa", do projeto CNL, mas revela que nunca se deslumbrou. "Não dou hoje, como nunca dei, a importância que as pessoas dão à televisão, ou a quem trabalha na televisão — gosto de chamar as figuras mediáticas — porque eu vinha da política". A escritora distingue as figuras mediáticas das figuras públicas como aquelas que, a seu ver, "são as pessoas que marcam o País", como Ruy de Carvalho, exemplifica. No seu caso, que veio da política, considera que a televisão não teve a importância, ou projeção, que tem noutras pessoas.

Luísa Castel-Branco foi comentadora do programa "Passadeira Vermelha", da SIC, durante sete anos, programa do qual se despediu em setembro do ano passado, justificando a saída com o facto de ter chegado o momento para abraçar novos desafios. "É sempre importante, em dado momento da vida, abraçarmos novos sonhos", disse no Instagram na altura, deixando um agradecimento à estação de Paço de Arcos.

A escritora foi casada com António de Castel-Branco, pai dos seus três filhos — Inês Castel-Branco, António Castel-Branco e Gonçalo Castel-Branco — , de quem se divorciou em 1990, mesmo "sem dúvidas" de que o amava, admite a Manuel Luís Goucha. Sobre a separação, que também viveu com os pais, Luísa refere que não deu para suportar mais anos de casamento. "Se crescemos de formas diferentes e aquela pessoa te leva para baixo e deixa de te acompanhar nos sonhos, chega a um momento em que não dá", revela, esclarecendo que nada teve que ver com violência física ou psicológica.

"Foi difícil a nível financeiro, de trabalho, mas foi maravilhoso", admite, referindo-se ao facto de a separação a ter aproximado dos filhos. "Somos um clã". 

Sobre a situação financeira, Luísa Castel-Branco revela que as dificuldades já existiam antes da separação e continuaram depois, até porque, admite, sempre foi "péssima" a gerir dinheiro. "Financeiramente, foi complicado. Até porque fiquei mesmo sozinha com essa responsabilidade", diz, uma vez que tinha três filhos a seu cargo.

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"Cheguei a ter quatro trabalhos e eles [os filhos] sabiam sempre onde estava, o que eu fazia e habituaram-se a cuidar uns dos outros", acrescenta a escritora. "Eu dei-lhes tudo o que não tive".

Cinco anos depois de se ter divorciado, Luísa Castel-Branco reencontrou o amor ao lado de Francisco Colaço. Quando o conheceu, anos antes de se juntarem, "era um idiota", brinca, caracterizando-o como "aquele tipo que media tudo, o profissional da cueca mesmo", diz sobre o atual companheiro.

Francisco Colaço apoiou Luísa Castel-Branco num dos momentos mais desafiantes da sua vida: quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2004, aos 49 anos. Além de revelar que era Francisco quem queria a seu lado naquele episódio difícil, Luísa Castel-Branco assume: "Foi a pessoa que mais me puxou para cima, mais me disse que eu era capaz".

Passados 16 anos do AVC e 26 anos ao lado de Francisco, a escritora diz que o companheiro continua a passar-lhe a mesma força. "É a pessoa que me faz acreditar em mim mesma", remata.

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