O programa "Cristina ComVida" estreia já na próxima segunda-feira, 29 de março, às 19 horas. Nas vésperas de mais um desafio,  Cristina Ferreira  foi a convidada de Manuel Luís Goucha nas tardes da estação de Queluz de Baixo. Numa entrevista sem filtros no programa "Goucha", a apresentadora assume que vai ser a "Cristina de sempre" no novo formato da TVI — e que "está de volta".

É que nos últimos anos, o percurso de Cristina Ferreira contou com uma troca da TVI pela SIC em agosto de 2018 para agarrar o "O Programa da Cristina", onde também conduziu o programa "Prémio de Sonho". Cristina voltou para a TVI em agosto do ano passado como diretora de Entretenimento e Ficção e administradora do canal de Queluz de Baixo, e desde então criou o "Dia de Cristina", o "All Together Now" e agora estreia-se no novo formato "Cristina ComVida". Será que com estas trocas, contratações ao canal concorrente e duras críticas pelo meio nas redes sociais, a "Cristina de sempre" mantém-se?

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Esta foi apenas uma das questões que o apresentador de "Goucha" quis fazer a Cristina. A conversa de 40 minutos no programa das tardes da TVI abordou ainda o percurso da apresentadora, o cargo que assumiu no canal e ainda o novo projeto diário.

A transição para a TVI

De uma coisa Cristina Ferreira não tem dúvidas: foi para a TVI sem medo de "mexer com algumas coisas que estavam muito certas", mas sem dúvidas de quem queria manter na estação. "Comigo ninguém vai embora”, disse sobre aquilo que pensou quando assumiu o cargo em 2020.

"Eu cheguei aqui por mérito, por trabalho. Eu não herdei nada. E quem herda tem toda a legitimidade", diz a apresentadora, acrescentando que assumir este papel foi mais difícil por ser mulher. "Quando eu digo que ser mulher é mais complicado é porque tens de abdicar de algumas coisas", exemplificando que trabalha de manhã à noite e nunca se desliga do trabalho porque há sempre algo a acontecer, principalmente com um programa a decorrer durante 24 horas: o "Big Brother — Duplo Impacto".

"Cristina ComVida". Todos os pormenores sobre o novo programa de Cristina Ferreira
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Neste ultimo ano, foram várias as saídas da TVI, como Leonor Poeiras, Fátima Lopes e Isabel Silva, que Cristina esclarece que nada teve que ver com o seu regresso a Queluz de Baixo. "Eu não falei uma única vez com a Fátima sobre valores”, revela. Quanto a Isabel Silva, que foi indicada pela própria Cristina Ferreira para integrar a equipa da TVI quando viu potencial na apresentadora, Cristina refere que esta "queria voar para outras coisas" e que nada teve que ver com a sua saída. "Mas depois o que aparece é 'Cristina manda a Isabel embora, Cristina manda Fátima embora, manda Leonor embora”, reivindica.

Sobre a saída da SIC, Cristina afirma que foi feliz no projeto, mas mostrou que saiu de consciência tranquila, sabendo que havia um contrato. "Se eu tiver que pagar, pago. Eu sei das consequências. Fico triste. As pessoas com quem eu trabalhei do outro lado sabem o que é que eu dei ao outro lado, sabem o que é que eu contribui", diz, referindo-se à estação de Paço de Arcos.

"As pessoas já perceberam que se eu quisesse continuava lá, estava rainha e senhora das manhãs, tudo certinho", acrescenta. Contudo, quis agarrar a oportunidade na TVI.

"Doí-me esta necessidade de me matar"

Quando questionada por Manuel Luís Goucha sobre como é que lida com as críticas que recebe nas redes sociais — que até já deram origem ao livro "Pra Cima de Puta" —, Cristina diz que por vezes nem ela própria sabe como. "Tenho dias que acho triste, só. Tenho dias que tenho pena", refere.

Com alguma revolta, a apresentadora lamenta a forma como tem sido falada. "Doí-me esta necessidade de me matar. E quando digo matar, é matar. Há uma intenção clara, notória, não há honestidade crítica neste País", diz em forma de crítica.

Orgulhosamente, a apresentadora refere que tem conseguido proteger o filho, Tiago, de 12 anos, de tudo o que é falado na imprensa e nas redes sociais. "Eu só tive perceção do quão bem tinha educado o meu filho nestes últimos tempos. Porque ele é igual a mim. Está-se a borrifar", diz.

Cristina sobre "Casa Feliz". "Eu gosto muito de ganhar com o que é meu"

Quanto à pergunta que serviu de mote à entrevista, foi a primeira resposta que Cristina Ferreira deu e de forma certeira. "É a Cristina de sempre com tudo aquilo que viveu" e também o que perdeu, como a liberdade, e o que teve de ganhar para lidar com o sucesso: ser mais dura e fria.

No entender da apresentadora, agora que vai voltar à antena todos os dias, as pessoas vão voltar a conhecê-la. "Vim para aqui em setembro, tive alguns programas, mas as pessoas não puderam sentir a Cristina todos os dias. A Cristina, que é a mesma, a mesma que regressa segunda-feira. Sabes porque? Porque vou estar lá todos os dias", diz por fim a Manuel Luís Goucha.

Cristina Ferreira falou ainda deste novo formato como o "projeto que estava na gaveta", tantas vezes atribuído à ideia da casa de "O Programa de Cristina", na SIC, que a apresentadora assume nesta entrevista ter algumas semelhanças com o que criou no canal rival, mas não ser exatamente o mesmo.

"Ele [o projeto] não esteve do outro lado, teve laivos. Aliás, ainda lá está", disse Cristina Ferreira, referindo-se a "Casa Feliz", as manhãs da SIC conduzidas por Diana Chaves e João Baião, que acontecem nos antigos estúdios de "O Programa da Cristina", e cujas parecenças com o conceito criado pela diretora de Ficção e Entretenimento são inegáveis. "Ainda lá está um bocadinho do que eu lá deixei."

Questionada por Goucha sobre como é que entendia essa situação, Cristina respondeu de forma direta. "É a vida, é justo, é o que querem fazer. Se me perguntares a mim 'se fosses diretora, fazias o mesmo', digo que não sei. Eu gosto muito de ganhar com o que é meu", concluiu.

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