Foi em 2014 que a revista "TV Guia" fez capa com um artigo onde alegava que Vanessa Martins já tinha sido acompanhante de luxo. A influenciadora e empresária negou de imediato as acusações, e avançou para um processo judicial contra a revista. Agora, seis anos depois, Vanessa Martins conseguiu provar, em tribunal, que não existiu qualquer veracidade no artigo avançado pelo orgão de comunicação social, e venceu o processo contra a revista do grupo Cofina.

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Na sua página de Instagram, a cara por detrás do site e revista "Frederica" explicou que os últimos seis anos não foram fáceis, e que as alegações falsas da revista em questão a prejudicaram pessoal e profissionalmente. "Passaram seis anos desde a publicação desta capa ("Tv Guia"). Seis anos em que tive a minha vida em suspenso, a minha família atacada, trabalhos cancelados e milhares de comentários nas redes sociais, em que a palavra 'prostituta' era a mais simpática de todas as escolhidas para se referirem a mim", escreveu a empresária.

Vanessa Martins revelou que, juntamente com o seu advogado, batalhou na justiça para se defender, com a certeza de que tinha a verdade do seu lado. "Esse artigo, além de mentiroso, violava de forma gritante os deveres éticos e deontológicos do jornalismo, previstos na lei."

capa tv guia
créditos: A capa da "Tv Guia" que fez Vanessa Martins processar a publicação

A mulher de Marco Costa, que também em 2014 saiu de imediato em defesa da, na época, noiva, continuou a explicar que o artigo da "Tv Guia" teve consequências não só para si, mas para o sexo feminino em geral. "Esta capa não foi apenas negativa para mim, mas igualmente para toda e qualquer mulher. É inconcebível que, ainda hoje, uma mulher não possa ter sucesso sem ser considerado que deve esse sucesso a práticas de carácter sexual. Ou porque subiu na horizontal ou porque teve o caminho facilitado por ser mulher. Uma vez mais, esta capa e a peça jornalística, eternizavam esse estigma limitador da capacidade das mulheres serem bem sucedidas."

Mas o caminho não foi fácil, e Vanessa Martins salienta que, desde o início do processo, foi confrontada com muitas dificuldades. A influenciadora conta que, nos últimos seis anos, existiram muitas tentativas "para pôr fim ao processo sem uma decisão condenatória dos autores da capa e do trabalho jornalístico". E acrescenta: "Durante todo este tempo, foi preciso relembrar a missão e que recorrer aos Tribunais era a única forma de repor a verdade e combater o estigma".

Assim, a 25 de junho de 2020, o  Tribunal da Relação de Lisboa, após recurso da primeira decisão judicial, fez constar o seguinte no Acordão da decisão em causa: "De resto, não foi feita qualquer demonstração da veracidade dos factos noticiados, nem os réus [Tv Guia/ Grupo Cofina] ensaiaram realmente fazê-la”.

Vanessa Martins acredita que são estas decisões dos tribunais que podem acabar com "comentários diminuidores das mulheres portuguesas e que reconhecem a sua efetiva capacidade de serem bem-sucedidas". "Hoje sinto que não fui só eu que ganhei. Todas as mulheres que já se sentiram atacadas por grandes grupos de media, que desistiram de fazer justiça pela demora das decisões e custos de processo, por todas as pessoas que viram as suas carreiras destruídas por mentiras na imprensa… Hoje, ganhámos todas", concluiu na sua publicação que, até à data, já tem mais de 43 mil gostos.

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