Seria de esperar que um restaurante com o nome de Heal, palavra inglesa que significa cura em português, fosse dedicado à comida saudável e pouco calórica. Mas neste novo espaço de Alcântara alimenta-se a alma e o palato, sem grandes preocupações com a balança, e o nome do restaurante deve-se ao facto de este ocupar o lugar de uma antiga farmácia.

"O Heal está nas instalações de uma farmácia de 1832, e ocupa o espaço desta, do antigo armazém e do laboratório. Aliás, fizemos obras durante meses para abrir o restaurante, mas o objetivo máximo foi não estragar, porque isto é lindo. Tentámos manter as fachadas, temos os móveis originais", conta Miguel Velasco, um dos sócios do Heal, à MAGG.

Morada: Rua das Fontainhas 16, Alcântara, Lisboa
Telefone: 211628 007
Horário: 12h-23h (fecha ao domingo)

Mas a abertura do Heal foi assombrada pela pandemia, tal como muitos outros negócios no País. "Abrimos portas em março, dez dias antes de fecharmos. Nem tivemos tempo para perceber o que estava a acontecer ou para entrar em choque. Assim que começaram a surgir as primeiras notícias sobre a possibilidade da implementação do estado de emergência, sentimos logo nas reservas. Tínhamos aberto com muitas reservas ao jantar, de repente tive 30 cancelamentos, 20 e tal no dia seguinte, 18 depois. Claro que fechámos", recorda Miguel Velasco.

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Sem saber quanto tempo esta situação ia durar, a equipa do Heal foi para casa num ambiente de instabilidade. Ao contrário de muitos restaurantes, Miguel e os seus sócios nem sequer conseguiram adaptar-se à realidade da quarentena. "Não podíamos apostar no take-away, por exemplo, porque tínhamos acabado de abrir, não tínhamos massa crítica. Éramos tão recentes que também não nos foi possível aderir ao lay-off. Digamos que nos calhou o pior cenário possível."

Dois meses depois, chegou finalmente a luz verde para abrir portas, e embora ansiosos por o fazer, Miguel Velasco admite que não tinha as expetativas muito elevadas. "Achei que iam ser dois meses negros, sem ninguém, mas a verdade é que as coisas correram bem melhor do que eu pensava. Conseguimos ter uma casa mais cheia ao jantar, menos ao almoço, mas essa também já era uma tendência pré-pandemia, somos mais um restaurante de jantar. Mas não deixamos de viver um ambiente instável, claro."

Para além do encerramento forçado, a pandemia trouxe outras mudanças. "Inicialmente, o nosso conceito era ter uma cozinha aberta entre as 12h e a 00h, non-stop, algo que se vê muito lá fora nas grandes metrópoles. Se quisesse almoçar às 16h, podia. Estas mudanças vieram acabar com isso, embora seja um conceito que queremos recuperar assim que possível. Para já, abrimos à hora de almoço, fechamos e voltamos a abrir para servir jantares. A pandemia também trouxe a possibilidade de termos uma esplanada, o que foi das poucas coisas boas — acabámos de receber autorização para isso", esclarece Miguel Velasco.

E o que é que pode comer na nova esplanada ou no interior de uma antiga farmácia centenária? Cozinha internacional com uma forte inspiração portuguesa. "Temos uma carta muito variada. Tanto servimos umas bochechas de porco, um prato completamente nacional, como servimos uma pizza ou um hambúrguer. Não quisemos ficar presos a um tipo de cozinha", diz o sócio.

Assim, no Heal pode provar os croquetes de alheira (1,50€), ovos rotos (9,50€), ceviche (13,50€), bochechas slow cooked em vinho tinto (14,50€), vazia maturada (18€), filetes de dourada com arroz de tomate (12€) ou tentáculos de polvo salteado (14€), entre muitas outras opções. Se preferir, pode render-se à mood mais napolitana das massas e pizzas, com sugestões como linguini preto com camarão e mexilhão (12,50€) ou pizza de legumes (10€), ou provar um hambúrguer suculento, de novilho ou vegetariano (9,50€), por exemplo. Os doces não faltam à chamada, com opções como gelado de ovos moles ou pudim conventual (4€).

O restaurante tem 45 lugares sentados no interior mas, devido às medidas de segurança impostas pela COVID-19, está a manter uma capacidade máxima de 60 por cento, com a esplanada a acrescentar mais lugares ao espaço assim que abrir. Apesar de as reservas serem aconselhadas, não são obrigatórias.

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