Se fosse viva, Diana de Gales completaria 61 anos a 1 de julho. A Princesa do Povo, como foi apelidada pelo então primeiro-ministro Tony Blair após o trágico acidente que lhe roubaria a vida em 1997, é protagonista de mais um documentário. "The Princess", que já foi apresentado no festival de Sundance em janeiro passado, é da autoria de Ed Perkins.

O realizador britânico que já foi nomeado para um Óscar pelo documentário "Black Sheep" tinha apenas 11 anos quando Diana morreu. E o impacto da morte da princesa fez com que a vontade de realizar este documentário, "quase uma tragédia shakesperiana", como disse em entrevista à "Variety", se mantivesse ao longo de vários anos.

The princess

2022 marca o ano do Jubileu de Platina da rainha Isabel II. A monarca, que celebrou recentemente 96 anos, festeja este ano o 70º aniversário da sua coroação. Isabel II, a chefe de Estado britânica há mais tempo no cargo, é protagonista de "Elizabeth: A Portrait in Parts", documentário da Prime Video realizado por Roger Mitchell (responsável por filmes como "Notting Hill" e "Manhãs Gloriosas", que morreu em 2021).

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O filme, que vai estrear em simultâneo nas salas de cinema e na plataforma de streaming Prime Video, mostra os 70 anos de reinado de Isabel II, desde a coroação até momentos históricos mais recentes, como a morte da princesa Diana. A voz da rainha ouve-se ao longo do documentário, mas é retirada de excertos de entrevistas que foi concedendo ao longo dos anos. Há também testemunhos de súbditos, como Paul McCartney, que, aos 79 anos, recorda: "nós crescemos a adorar a rainha. Para nós, adolescentes, ela era uma brasa".

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O que têm em comum estes dois documentários? São construídos apenas com imagens de arquivo. Não há especulação nem intenção de criar polémicas. "Elizabeth: A Portrait in Parts" praticamente não tem narração nem contexto. É essencialmente um desfilar de imagens de arquivo. "The Princess" também é minimalista nesse aspeto, embora recorra a excertos de noticiários televisivos para enquadrar os acontecimentos.

"A intenção era virar a câmara para nós e, ao fazer isso, permitir que o telespectador se questione sobre o seu envolvimento na história. 'Qual foi o nosso papel nesta história? Até que ponto fomos cúmplices desta história trágica?'", explica Ed Perkins, realizador de "The Princess".

O realizador e a equipa passaram meses a ver imagens provenientes de todo o mundo em busca da matéria-prima para mostrar a vida de Diana. "A nossa abordagem neste documentário foi deixar as imagens respirarem e fazer com que o público tenha o desejo de se aproximar do ecrã, à procura de pistas. Porque, na realidade, esta história é sobre o que fica nas entrelinhas e o nosso trabalho é guiar os espectadores", conta ainda Perkins à "Variety".

"Elizabeth: A Portrait in Parts" estreia nas salas de cinema do Reino Unido e na plataforma Prime Video a 3 de junho (ainda sem data de estreia prevista em Portugal). "The Princess" chega à HBO Max ainda em 2022.

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