Estamos a pouco mais de uma semana de voltar a poder entrar na Cidade do Rock. Contudo, esqueça lá aquela que conhece há 20 anos, porque o recinto da 10.ª edição do Rock in Rio vai ser uma surpresa para todos. O festival despediu-se do Parque da Bela Vista e ruma, agora, em direção ao Parque Tejo, inaugurado em 2023 para a Jornada Mundial da Juventude.

"Fiquei apavorada, porque sair da Bela Vista não era nada fácil", diz Roberta Medina, vice-presidente do festival, à MAGG, no rescaldo do evento de apresentação, realizado esta quinta-feira, 6 de junho. "Quando me convidaram para conhecer o parque, eu vim pronta para dizer que não", admite ainda a responsável.

"A gente tem uma relação muito profunda e umbilical com a Bela Vista, é um parque e um bairro que nos acolheu", justifica Roberta Medina, referindo-se à reticência em relação à mudança. Entretanto, tudo mudou assim que pisou, pela primeira vez, o solo do Parque Tejo. 

Roberta Medina
Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. créditos: DR

"Quando eu saltei do carro, olhei em volta e pensei 'meu Deus, incrível!", frisa a vice-presidente do Rock in Rio, acrescentando que se seguiram meses de muitos estudos para se certificar de que não estava a dar um passo em falso. "[A mudança] não ficou segura por dois meses, até a gente ter os estudos todos feitos e poder ligar a dizer 'vamos'", relata, dizendo que não se importará de ficar no Parque Tejo, se o público assim o quiser, nas próximas edições.

Entretanto, num recinto que tem 30 mil metros quadrados a mais do que aquele que acolhia o festival desde 2004, há muita coisa que foi melhorada. "A dimensão do parque permitiu que a gente tivesse cinco palcos maiores e artistas de maior peso", afiança Roberta Medina, acrescentando que isto também culminou num aumento de 40% das casas de banho comparativa à Bela Vista, somando um total de 480, assim como 39 espaços de alimentação e mais de 100 bebedouros.

Contudo, a maior novidade de todas – e a que vai ditar a rotina de cada um dos presentes no festival nos fins de semana de 15 e 16 ou 22 e 23 de junho – é, sem dúvida, a forma como estes lá poderão chegar em segurança e sem grandes dores de cabeça. Mas vamos já tirar o penso da ferida: esqueça lá o carro.

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"Aqui, a mensagem muito importante é o acesso. Todo o plano de mobilidade que é 100% novo", explica Roberta Medina, acrescentando que "não há onde deixar carro, porque as estradas vão estar bloqueadas" – e atenção, porque isto também se aplica a táxis ou TVDE, que não terão como parar à porta do recinto.

A área que circunda o Parque Tejo vai estar bastante condicionada, algo que se vai fazer sentir na via do Oriente, no Passeio dos Heróis do Mar, na rua José Domingos Morais e na Avenida D. João II. Os constrangimentos iniciam-se aos sábados e domingos às 8 horas da manhã, mantendo-se em vigor durante os dois fins de semana de Rock in Rio.

Mas, afinal, como é que se pode chegar ao recinto? Não se preocupe, porque o que não falta são meios para atingir esse fim. De onde quer que venha – norte, centro ou sul –, o festival tem na manga todo um plano de mobilidade, que vai consistir em vários transportes e horários alargados.

Apanhe o autocarro

Carris
créditos: Instagram

Para início de conversa, o grande ponto de encontro desta edição é a Gare do Oriente, com transfers regulares da Carris até ao recinto, das 12h30 às 1h30, reforçados depois do último concerto. Para usufruir deste serviço, pode fazer a pré-reserva na app Rock in Rio Lisboa. O custo é de 1€ (ida e volta), se comprado antecipadamente – e dá direito a copo reutilizável para usar ao longo do festival – ou 2€ no dia.

Para chegar ao transfer na Gare do Oriente, há ligações diretas do Cais do Sodré, Entrecampos, Moscavide, Portela, Prior Velho, Roma Areeiro e Terreiro do Paço, disponibilizadas pela Carris. Depois do Rock in Rio, há duas carreiras disponíveis para regressar a casa – a 208 e 210, que passam por locais que vão de Moscavide ao aeroporto, passando pelo Martim Moniz ou Praça do Comércio.

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Como se isto não bastasse, até a Carris Metropolitana vai reforçar a oferta. Em causa estão sete linhas com mais de 70 horários na hora de ponta, à noite, e trajetos especiais. Na margem norte, as linhas vão ligar pontos fulcrais como Loures e Vila Franca de Xira. Já na margem sul, os destinos incluem Setúbal, Moita, Montijo e Palmela.

Já a FlixBus também alargou os horários e vai ter os últimos autocarros a sair às 2h30 com direção a Coimbra, Porto e Braga, assim como para Faro, Albufeira, Portimão e Lagos, pelas 2h45. O melhor de tudo? Quem recorrer a esta empresa para chegar até ao festival terá um desconto de 25% nas viagens, mediante o pedido de um código no site.

Se optarem pela Rede Expressos, os festivaleiros têm direito a 25% de desconto na compra de viagens nacionais e na app oficial, mediante apresentação do código de desconto RIR2024 no ato da compra. Este é válido para viagens realizadas entre 12 e 25 de junho.

Também pode ir de comboio

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Se utilizar os comboios urbanos da linha de Sintra ou Azambuja para o Rock in Rio Lisboa, a viagem de ida e volta custará 3€, apresentando o bilhete do festival na bilheteira e carregando o valor em Navegante Ocasional, cujo cartão custa 50 cêntimos. A estação de comboio de Sacavém é outro dos pontos de encontro deste festival, já que dista apenas 7 minutos da entrada do recinto.

Nesta estação, haverá horários especiais para o regresso a casa, também no Sacavém – Sintra e Sacavém – Azambuja. Contudo, estes comboios não realizam paragem em Moscavide – isto porque, à hora a que os concertos acabam, esta estação já não se vai encontrar em funcionamento.

Em relação aos comboios de Longo Curso e Regional, há descontos de 30% nos bilhetes Intercidades, Regional e Inter-regional, além de comboios especiais de Lisboa Oriente para Porto Campanhã nas madrugadas depois dos concertos. A Fertagus oferece uma tarifa especial de ida e volta por 2,50€ para quem tem bilhete do festival, com estacionamento mais em conta nas respetivas estações.

Mas há mais meios de transporte

metro
créditos: Filipe Amorim/Global Imagens

Também o Metro de Lisboa vai estar envolvido neste plano de mobilidade. O número de carruagens para transportar os festivaleiros vai ser maior a 15, 16 e 23 de junho, dias em que o último concerto do Palco Mundo termina à meia-noite, permitindo que todos possam utilizar o metro sem perder o espetáculo principal.

Se é da Margem Sul, também tem outro meio de transporte garantido. Estamos a falar dos barcos, que são operados pela empresa TTSL - Transtejo Soflusa, com horários que também vão estar mais generosos. Nos quatro dias de Rock in Rio, vai haver viagens até à 1h40, no caso de estarmos a falar da travessia que vai do Cais do Sodré a Cacilhas. No que diz respeito ao Barreiro, o barco parque do Terreiro do Paço às 2 horas da manhã.

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Outro dos parceiros do festival é a Gipsyy, que terá prolongamento de horário dos autocarros que vão da Gare do Oriente para Madrid, nos dias 15, 16 e 23 de junho, à meia-noite, e no dia 22 de junho, às 1 hora da manhã. Todas as viagens terão 20% de desconto, mediante apresentação dos bilhetes do Rock in Rio.

Se for de carro, atenção: isto pode facilitar-lhe a vida

parque de estacionamento subterrâneo
créditos: Unsplash

Embora Roberta Medina tenha frisado inúmeras vezes que "não tem como chegar de carro", também deu uma alternativa para aqueles que não conseguem (ou não podem mesmo) prescindir do uso de viatura própria. "Há muito estacionamento no Parque das Nações e não só", adianta a vice-presidente do Rock in Rio.

Uma vez que não conseguirá deixar o carro nas imediações do recinto, poderá sempre deixá-lo nos parques de estacionamento Telpark (como Oceanário, Sete Rios, Roma, Alameda e Campolide) a, como se costuma dizer, preços de amigo: 3,40€ por 24 horas. As reservas têm de ser feitas através da app da empresa.

A 10.ª edição do Rock in Rio começa no sábado, 15 de junho. Os portões abrem-se às 13 horas desse mesmo dia, horário que se mantém para todos os dias do evento, pelo qual vão passar nomes como Doja Cat, Ed Sheeran, Scorpions, Jonas Brothers, Luísa Sonza, Ivete Sangalo, Camila Cabello, entre muitos outros.