Está prestes a chegar às livrarias portuguesas um livro que promete captar todos os leitores logo no primeiro parágrafo. "Morte Aparente", de Carolina Fulcher, marca a estreia da autora no mundo da literatura e promete uma narrativa sensível e intimista, transportando o público para a solidão e para as pequenas ausências da vida, com um ritmo introspectivo que não quer deixar ninguém indiferente.
Aqui, o romance centra-se num homem que passa os dias a assistir a funerais transmitidos em direto no computador, uma rotina que revela bem o seu distanciamento do mundo real. O objetivo da escritora é descrever a monotonia da vida deste homem e o vazio emocional que consome o protagonista, usando cada funeral como metáfora para perdas, ausências e o peso da própria morte.
No entanto, a narrativa muda quando o homem se cruza com alguém inesperado, quebrando a sua rotina e despertando sentimentos que estavam há muito tempo adormecidos. O livro explora então a forma como duas vidas solitárias podem, de repente, criar pontos de ligação, mostrando que pequenas interações podem mesmo transformar o dia a dia de cada um, com medos, alegrias e novos sentimentos todos à mistura.
Mas além da história central, Carolina Fulcher também quer oferecer uma reflexão sobre solidão, perda e a procura por uma ligação humana, uma vez que, especialmente este último, parece existir cada vez menos. Combinando observações subtis com diálogos simples, o objetivo não é só ler um bom livro, e sim criar um momento de introspecção onde a obra é grande ajuda.
Assim, "Morte Aparente" não é apenas um livro sobre solidão, e sim um romance sobre o isolamento humano, o peso da ausência e os caminhos que, possivelmente, nos levam de volta às coisas que perdemos. A primeira obra publicada de Carolina Fulcher, através da Penguin Random House, fica disponível em todas as livrarias a partir de 8 de janeiro, com um custo de 13,91€.