Numa altura em que os críticos de música e os fãs de hip-hop ainda se lançam em longas discussões sobre qual será a relevância de Eminem na cena musical atual, a verdade é que o artista não mostra sinais de querer estar parado. Depois de, em 2018, ter lançado o disco "Kamikaze" sem qualquer aviso prévio, o rapper voltou a usar a mesma estratégia para apresentar um novo álbum de originais esta sexta-feira, 17 de janeiro.

Lançado no mesmo dia do que o novo trabalho de Mac Miller (um álbum póstumo depois da morte do rapper em setembro e 2018), "Music to Be Murdered By" é o 11.º disco de Eminem que, pela primeira vez em vários anos, conta com a colaboração de vários nomes sonantes do hip-hop — como Juice Wrld (que morreu em dezembro de 2019), Anderson Paak e Don Toliver.

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Mas Eminem não dispensa a presença de outros artistas de outros géneros musicais e, por isso, Skylar Grey e Ed Sheeran também fazem parte do novo disco com participação em duas das 20 canções que compõem o novo disco produzido por Dr. Dre.

Na primeira canção de "Music to Be Murdered By", Eminem refere o atentado à bomba em Manchester, Inglaterra, durante um concerto de Ariana Grande em meados de 2017. "Estou a contemplar gritar: 'As bombas foram lançadas' como se estivesse à porta de um concerto da Ariana Grande à espera", ouve-se na canção "Unaccommodating".

Esta é só uma das faixas controversas de um disco que, como todos os outros de Eminem, aborda temas como a violência, o abuso de substâncias ilícitas e doenças mentais.

No videoclipe da canção "Darkness", lançado em jeito de promoção do novo disco, o artista recorda o tiroteio em massa em Las Vegas, nos EUA, que matou 58 pessoas em 2017. No final do vídeo, surge uma mensagem de consciencialização: "Quando é que isto vai terminar? Quando houver pessoas suficientes que se preocupem."

"Music to Be Murdered By" está disponível nas grandes plataformas de streaming, como a Apple Music e o Spotify.

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