ModaLisboa. "Beleza não tem Idade” juntou Pipoca Mais Doce, Raquel Strada, Paulo Pires e idosos da Santa Casa

ModaLisboa. "Beleza não tem Idade” juntou Pipoca Mais Doce, Raquel Strada, Paulo Pires e idosos da Santa Casa

A iniciativa "Beleza não tem Idade x Santa Casa" inaugurou a 59.ª edição da ModaLisboa com o seu terceiro desfile. Das caras conhecidas aos modelos da instituição, o objetivo é a inclusão.
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Com o tema "Oasis", a 59.ª edição da ModaLisboa arrancou esta quinta-feira, 6 de outubro, e vai decorrer até domingo, 9. O novo espaço, Lisboa Social Mitra, da Santa Casa da Misericórdia, será o local em que os designers portugueses vão apresentar as suas novidades.

O pontapé de saída desta edição foi o desfile “Beleza não tem Idade x Santa Casa”, uma iniciativa que conta agora com três exibições deste género no seu repertório. O projeto ganhou vida em 2015, com o livro “Beleza não tem Idade”, no qual utentes da Santa Casa foram fotografados ao lado de figuras públicas.

Desde a sua génese que o "Beleza não tem Idade" pretende dar "dignidade, valorizar as pessoas e mostrar que todos os corpos, todas as idades e todas as pessoas são bonitas, cada uma à sua maneira", explica à MAGG Pedro Crispim, o stylist que está envolvido no projeto desde o nascimento do mesmo.

Desta vez a ModaLisboa foi o palco da iniciativa. E, como sempre, houve caras conhecidas que desfilaram pela passarela, como Paulo Pires, Ana Garcia Martins, Pedro Granger e Raquel Strada. No entanto, "as estrelas continuam a ser os manequins da Santa Casa", garante Pedro Crispim.

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Alguns dos rostos da instituição que estão envolvidos na causa desde o início, "outros foram ficando pelo caminho e novos acabaram por se juntar". Mas todos continuam a desfilar, edição após edição, com o mesmo objetivo: "Chegar às pessoas nesta luta contra o idadismo", esclarece Pedro Crispim.

Admitindo que "a moda precisa de mais conteúdo", o stylist explica que uma das razões que o levaram a perceber que queria dar voz a esta causa foi o facto de "estar cansado de vestir egos". Assim, a ideia de que o ramo é "elitista, distante e até um bocadinho snobe" é algo de que se quer distanciar, acrescentando que deseja "fazer parte de uma moda que abrigue as pessoas, que cuide delas e as valorize", frisa.

Para vestir esta causa (literalmente), os figurinos ficaram ao encargo de alguns designers portugueses, como Filipe Faísca, Nuno Gama e Luís Carvalho. Além disso, as marcas Buzina, Bliss e By Santana também marcaram presença no desfile desta temporada com as suas criações.

Neste processo todo, Pedro Crispim procurou certificar-se apenas de uma coisa: "Que cada pessoa que estava na passarela gostava do que vestia e se sentia confortável naquilo em que desfilava", respeitando a "individualidade de cada um".

Por isso, brilhos e cores à parte, uma das tendências que mais se fez sentir durante o desfile foi "liberdade" – isto porque "todos puderam escolher, todos puderam sentir que era uma segunda pele aquilo que vestiam e todos se sentiram livres ao desfilar", conclui.

Veja algumas imagens do desfile.

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