Mesmo em tempos de confinamento, várias influenciadoras digitais têm aparecido nas suas contas de Instagram com umas T-shirts pretas ou brancas com uma única palavra: "Foda Se". Escrita assim mesmo, sem hífen. É que Sem Hífen é o nome da marca que as produz, e que tem como filosofia precisamente o uso de expressões que façam sentido em determinados momentos, mas sempre sem o hífen.

A ideia nasceu da quantidades de vezes que a palavra "foda se" é dita (e escrita) e da quantidade de significados que a mesma tem. "Damos por nós a usá-la quando estamos felizes, tristes, irritados, eufóricos, extasiados, apaixonados, desesperados... Estes estados de espírito não têm ligação mas a palavra é exatamente a mesma, sem qualquer ligação. Foda se. Foda se sem hífen, sem uma ligação óbvia e literal", explicou à MAGG Ana Cunha e Costa, que gere o negócio em parceria com António Bento. O objetivo é que a Sem Hífen seja "uma marca simples, prática mas impactante", acrescentou.

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O projeto começou a ganhar forma em Outubro do ano passado. "Dado o nosso espírito empreendedor, o gosto pela construção de marcas, pelo marketing digital e pelas tendências, a ideia surgiu espontaneamente", recordou Ana Cunha e Costa. "Produzimos T-shirts, pegámos em três amigos, dois modelos e um fotógrafo e fizemos uma sessão no Lx Factory, local que se enquadra com o espírito da marca."

Os dois colegas quiseram mostrar que a marca "é mais do que um simples negócio de T-shirts, é um conceito que pretende, através de roupa e de acessórios, exprimir sentimentos." Embora seja um negócio novo, e nada do que é novo é certo, sobretudo nestes tempos, a marca e o projeto têm sido pensados "de uma maneira simples e com gosto". Terão de ser os clientes a demonstrar o que querem passar com as palavras. "Damos oportunidade aos nossos clientes de darem o sentido que querem a expressões que podem ter vários significados."

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O best-seller tem sido a T-shirt onde se lê o "Foda se (Sem Hífen)". A ideia é forte, arrojada, mas traça um limite? Será que ainda se pode ir mais além? Há ideias que tiveram de ficar na gaveta? "Vários clientes e amigos já sugeriram algumas ideias giras mas não praticáveis para o conceito da marca. No entanto, já lançámos uma colecção nova sugerida precisamente por clientes e amigos e temos outras ideias na calha. Achamos essencial termos um canal aberto de sugestões para amigos do Sem Hífen."

A marca, neste momento, tem T-shirts, chapéus e sweatshirts mas Ana Cunha e Costa e António Bento sentem que ainda existem diversas peças de vestuário básicas que podem ser lançadas.

A marca recentemente lançou máscaras de proteção facial, por exemplo. "Sentimos que um 'Foda se', nesta altura que estamos todos com o mesmo sentimento, se aplicaria a usar num novo acessório que o futuro nos trará como obrigatório em determinadas situações. As máscaras não são o core da marca, mas foram e são uma maneira de trazer as pessoas ao nosso conceito. 'Afasta te' e 'Protege te' surgem nesse enquadramento."

O confinamento está intimamente ligado a uma maior aposta na marca Sem Hífen. Até ao lançamento da marca, Ana e António estavam maioritariamente dedicados às suas atividades profissionais. Com o estado de emergência e o teletrabalho houve mais tempo para fazerem crescer a marca. Os influencers tiveram aqui um papel importante, sobretudo na conversão em vendas. Ana Garcia Martins, autora das plataformas A Pipoca Mais Doce, divulgou a Sem Hífen numa rubrica que tem no Instagram que serve para ajudar pequenos negócios nacionais e isso teve peso nas vendas. Também o humorista César Mourão usou uma T-shirt da marca. "O Sem Hífen teve o privilégio de ser divulgado nestas plataformas. Depois disso fizemos um trabalho de divulgação da marca através das redes sociais, onde conseguimos chegar a outras figuras públicas, que gostaram do conceito da marca e divulgaram-na", explicou Ana Cunha e Costa.

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