Já lá vai o tempo em que arregaçávamos as mangas para enfrentar tempos difíceis e novos desafios. Agora, arregaçam-se as calças para mostrar meias divertidas nas canelas e inspirar os outros a dar cor à roupa e à vida, que os tempos que vivemos pedem uma energia extra.

Para converter o facto de estar tudo de pernas para o ar surge o projeto Volta, cujo mote assenta na campanha #CaminhamosJuntos. Isto porque, ao andar com as meias ilustradas por artistas portugueses, vai estar a ajudar diversos setores de atividade que sofreram com o impacto do novo coronavírus.

A ideia partiu de dois amigos de longa data, Tiago Esteves e Tiago Rodrigues, de 30 anos, e das áreas de gestão e economia passaram para a moda dos tornozelos durante a quarentena da COVID-19. Neste período conturbado pararam para pensar e decidiram avançar em conjunto com parceiros nacionais — desde artistas a transportadores — para chegar a um produto 100% português e 100% sem idade.

Meias Palha, de Diogo Matos, apoiam a ANCRAS – Associação Nacional de Caprinicultores de Raça Serrana
Projeto Volta

"Escolhemos 12 setores dos mais afetados pela desaceleração económica derivada da pandemia ou que têm estado na 'linha da frente' nos últimos meses", explicam os responsáveis em comunicado. Esses setores foram atribuídos a cada par de meias originais, mas o número 12 acompanha todo o projeto: 12 artistas nacionais do mundo da ilustração, da pintura e do design, 12 parceiros nacionais, 12 modelos de meias, e 12 associações.

É que além da solidariedade para com o trabalho dos artistas, por cada venda é doado 1€ à associação correspondente ao setor atribuído às meias da coleção #CaminhamosJuntos. Se comprar as meias Baínha desenhadas por Lara Luís, por exemplo, vai estar a apoiar o setor têxtil, no caso das meias Gula, ilustradas por Oker, dizem respeito ao setor dos queijos, e as meias Fadista, autoria de Margarida Fleming, apoiam a música.

Ainda que o número 12 esteja bem presente no projeto, estas meias são produzidas a 168 agulhas de teares com algodão penteado.

Quer para um pé de princesa, quer para um pé de príncipe — disponíveis do tamanho 31 ao 46 — cada par custa, como só podia ser, 12 e mais um bocadinho (12,50€). Estão à venda online, bem como nas lojas Crack Kids, em Lisboa, e Circus Network, no Porto.

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