Da Europa à América Latina e passando pela Ásia, fomos descobrir como se celebra o Natal nos outros pontos do mundo. Há várias tradições peculiares, como o que acontece nas Filipinas, na Suécia, na Áustria, no Japão e na Venezuela.

Num destes países é normal comer frango frito do KFC na ceia de Natal. Noutro é habitual ir à missa do galo não a pé, não de carro nem de bicicleta, mas de patins. Nem todos os locais têm uma figura de Pai Natal, e outros têm algo parecido.

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Fique a conhecer estas tradições diferentes e imagine-se a implementá-las no seu seio familiar. Até pode considerar, no futuro, visitar estes países na época natalícia e testemunhar, com os seus próprios olhos, os habitantes a realizarem-nas.

Lanternas gigantes e coloridas nas Filipinas

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créditos: zantijimenez/Instagram

As Filipinas estabeleceram uma tradição de Natal há mais de 100 anos, que ainda hoje cumprem. É o Festival das Lanternas Gigantes ("Ligligan Parul Sampernandu"), que acontece todos os anos no sábado que antecede a véspera de Natal. San Fernando é a cidade anfitriã, que, por acolher o festival anualmente, conquistou o título de capital do Natal das Filipinas.

A tradição natalícia atrai vários turistas a este país asiático. Consiste numa competição entre os criadores de lanternas gigantes, que podem ter até seis metros. Começaram com materiais como bambu e pasta de arroz, mas hoje são autênticos desafios de engenharia elétrica. O objetivo é construir a lanterna mais elaborada.

Iluminadas por lâmpadas elétricas com padrões de caleidoscópio, cada lanterna tem milhares de luzes que rodopiam e iluminam a noite da forma mais colorida. Depois da competição, as lanternas gigantes ficam expostas em vários pontos da cidade durante duas semanas. O objetivo desta tradição é trazer luz e esperança ao arquipélago durante a época natalícia.

Um bode de palha enorme na Suécia

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créditos: gavlebocken/Instagram

Desde 1966 que em Gävle, cidade do norte da Suécia, há um bode a simbolizar o Natal. Feito de palhas e com 13 metros, o bode é erguido todos os anos na praça central desta localidade. Com mais de três toneladas, erguem-no no primeiro domingo do mês, e já se tornou um símbolo natalício e mundialmente famoso.

Trata-se de uma versão gigante dos bodes com que os suecos decoram as casas durante a época festiva, um ritual que data dos festivais pagãos, antes de Cristo. Contudo, a ideia de construir um bode enorme começou como uma estratégia de marketing, na tentativa de atrair os consumidores para o comércio local.

Este bode até tem direito a redes sociais: está no Instagram e no Twitter, plataformas que atualiza diariamente durante o mês de dezembro. Até é possível mandar-lhe um e-mail. Se pretender estar sempre informado, pode sempre ver a transmissão do bode, graças a uma câmara que o filma a toda a hora, até ao dia de Ano Novo. No entanto, este ano, já não vai a tempo. O bode de palha não sobreviveu.

A tradição originou uma outra — a de tentar acabar com este símbolo. Todos os anos vândalos esforçam-se para destruir a estátua e é raro o ano em que não são bem sucedidos. Desde setas em chamas a raptos planeados, atropelamentos com carros ou até um helicóptero, já fizeram de tudo para arruinar o bode. Na semana passada, foi destruído graças a um incêndio propositado.

Um demónio que pune as crianças mal comportadas na Áustria

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créditos: vonswank/Instagram

Em Portugal, costuma dizer-se que o Pai Natal recompensa os meninos que se portam bem, trazendo-lhes presentes na noite de Natal. Caso sejam mal comportados, não recebem as prendas. Porém, na Áustria e noutros países dos Alpes, as crianças com maus comportamentos podem receber outro castigo.

A inicial distribuição de prendas fica a cargo de São Nicolau. No entanto, este não viaja sozinho e sim acompanhado de Krampus, uma criatura demoníaca que castiga os menores que se portam mal. Assim, a 6 de dezembro, quando abrem os presentes, as crianças descobrem se foram recompensadas ou castigadas por Krampus.

Na noite anterior, a 5 de dezembro, decorre na Áustria o desfile do Krampus (“Krampuslauf”). Jovens rapazes mascaram-se deste monstro e andam pelas ruas das cidades a assustar e a perseguir as pessoas, principalmente as crianças. Por norma, o festival envolve bebidas alcoólicas.

Esta criatura mitológica, cujo nome advém da palavra alemã "garra", aterroriza as crianças desde antes da Idade Média. Com chifres, peles de ovelha e galhos utilizados, segundo a lenda, para magoar os mal comportados, o Krampus faz-se ouvir com correntes e sinos enferrujados.

Kentucky Fried Chicken para o jantar de Natal no Japão

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créditos: _beenglish/Instagram

Esqueça o peru, o cabrito ou até mesmo o bacalhau. Se for passar o Natal ao Japão, o mais provável é comer frango frito do Kentucky Fried Chicken (ou KFC, como é mais conhecido) na ceia natalícia. Uma vez que o Japão é, na sua maioria, um país budista, muito poucos cidadãos celebram o Natal.

Por essa razão, costumava ser complicado arranjar os pratos típicos, como frango ou peru, para a ceia. Em 1974, o KFC fabricou uma inteligente campanha de marketing: "Kentucky para o Natal!". Assim, começando pelos estrangeiros e difundindo-se pelos próprios japoneses, tornou-se tradição comer este frango frito na noite de Natal. A cadeia de fast food até já desenvolveu um menu apropriado para as festividades.

Ao longo de todo o ano, é a noite em que vendem mais no Japão. Os cidadãos dirigem-se aos restaurantes para degustar e muitos ficam mais de duas horas em filas para conseguirem fazê-lo. A adesão é tamanha que, se não encomendar, corre o risco de não conseguir participar na tradição — há até quem o faça com meses de antecedência.

De patins para a missa na Venezuela

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créditos: Pinterest

Tal como em Portugal, também na Venezuela se frequenta a Missa do Galo para celebrar o Natal. Este ritual religioso que acontece na véspera de Natal tem um toque especial no país da América Latina. A maior parte dos venezuelanos são católicos e não dispensam a ida à Missa do Galo mas, ao contrário dos portugueses, deslocam-se até lá de patins.

Não se sabe ao certo como começou esta tradição, embora alguns digam que os patins constituem uma alternativa aos trenós, pela impossibilidade de utilizar os mesmos graças à ausência de neve neste país em que o Natal é, à partida, quente. Em Caracas, capital da Venezuela, até já fecham o acesso das ruas do centro aos carros para que as pessoas possam praticar esta tradição de uma forma mais segura.

Algumas localidades organizam a Parada das Crianças ("Parada Del Niño") nos nove dias antes do Natal, a partir de 16 de dezembro, para celebrar esta época em comunidade. É algo familiar e especial para as crianças.

Esta tradição, estabelecida desde os anos 60 na Venezuela, leva os habitantes a visitarem as casas dos amigos de patins, para lhes desejarem um feliz Natal, e cantarem músicas da época. Dançam e partilham comida para celebrar o nascimento do menino Jesus, que é também quem traz as prendas, e não um Pai Natal.

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