Multiplicar-se-ão, provavelmente, as desculpas para justificar a quantidade de brinquedos que damos às crianças hoje: “Eles pedem”, “Senão dermos eles são postos de lado na escola”, “ Eles precisam de brincar”, “ Veem na televisão”, “ Passamos tanto tempo, sem eles, a trabalhar e os brinquedos é para o que trabalhamos”, “Só compramosos mais baratinhos”, etc, etc, etc....

O psicólogo Oliver James defende que as crianças não precisam de um conjunto elevado de brinquedos. Diz que "a maioria das crianças precisa de um primeiro objeto de transição", como o primeiro urso de peluche que carregam para todo o lado. Tudo o resto é uma
necessidade gerada socialmente.

Parece assim que somos nós, adultos, que estamos a criar estas necessidades nas crianças esquecendo o valor do brinquedo.
Oliver James reforça que as crianças costumam transformar utensílios da casa em brinquedos. Panelas podem transformar-se em instrumentos musicais e caixas de organização em arcas do tesouro.

Para Joshi Liat Hughes existem enormes benefícios nos brinquedos, trazendo alegria, criatividade e aprendizagem. Para um brinquedo ser excelente deve ter 3 características: valor social, versatilidade e durabilidade.

Nesta época, com o Natal quase a chegar como proceder? Todas as crianças decoraram há muito o nome do carro ou da boneca que querem e os adultos aceitaram a terrível missão de encontrar o “tal” brinquedo para mais uma época que querem memorável, pelo menos para os mais pequenos.

Presentear é uma tradição que assume um papel especial nesta época. No entanto, o desafio deve ser manter o equilíbrio. Devemos ser moderados e contidos nos presentes, até porque afinal, dar um presente é dizer a alguém que “estamos presentes na vida dessa pessoa cada vez que ela usar ou olhar para o que lhe ofertámos”.

O excesso de brinquedos é contraproducente, porque deixa de se dar o valor específico de cada um. Multiplicam-se as ofertas e perde-se a mensagem de cada presente. Rasga-se apenas papéis de embrulho de forma desmesurada, na tentativa de encontrar aquele brinquedo que se desejava. Deixa de interessar quem deu e o que deu, sendo que a mensagem de afeto e carinho implícita no presente perde-se. Assim, o Natal transforma-se apenas em consumismo e, por vezes, em algumas “monumentais” birras quando não se recebe o “tal brinquedo”.

Todos os valores ficam esquecidos. Não brinque com esta questão no Natal. Transforme-a numa oportunidade de reflexão e proximidade com o(s) seu(s) filho(s).

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