Mesa posta, jantar servido, garrafa (ou garrafas) de vinho aberta e música a tocar ao fundo, porque qualquer encontro de amigas tem de ter uma playlist especial. Todas se sentam à mesa e começam a falar das coisas que aconteceram desde a última vez que se viram e entre trabalho e relações amorosas mais ou menos bem sucedidas, pelo meio há tempo para falar de outros assuntos mais pessoais.

E se em tempos as mulheres se continham a falar de certos assuntos mais íntimos, hoje em dia já é habitual estar num restaurante e ouvir histórias dramáticas — e, por vezes, altamente gráficas — sobre partos ou sobre experiências sexuais de todas as formas e feitios. Claro que há sempre aquela amiga que vai dizer qualquer coisa como “falem mais baixo, que não sabemos quem nos está a ouvir”. Mas, no geral, as mulheres já se sentem mais predispostas a falar sobre certos temas, até mesmo sobre secura vaginal, e em como este problema pode interferir com a vida íntima de cada uma.

Segundo a Women’s Health Concern, uma associação que trabalha em conjunto com a Sociedade Britânica para a Menopausa, cerca de 17% das mulheres entre os 18 e os 50 anos sofrem de secura vaginal, muito antes até de entrarem na menopausa que, geralmente, acontece a partir dos 50 anos. A mesma associação explica que este problema pode causar dores e desconforto durante a atividade sexual e que o problema pode ser impulsionado pelo stress.

A lubrificação é um dos maiores tabus entre as mulheres, mas não tem de ser
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Maria do Céu Santo, sexóloga e autora de livros como “Amor Sem Dúvida” e "Não Me Olhes com Esse Tom de Voz”, explica à MAGG que existem diversos outros fatores que podem estar relacionados com a secura vaginal. Garante ainda que o stress pode, efetivamente, ser um deles.

“A lubrificação é desencadeada pelo fluxo sanguíneo que passa na zona genital quando a mulher está excitada, normalmente, durante os preliminares da atividade sexual”, explica. “Se a pessoa estiver stressada no dia a dia, isso vai ter implicações também ao nível hormonal e não vai conseguir lubrificar normalmente.”

Além do stress, há vários outros fatores que importa ter em conta quando se fala em secura vaginal. Um deles, é a idade. De acordo com a especialista, é um facto comprovado que há mais secura vaginal após a menopausa, precisamente porque é nesta fase que a mulher passa por mais alterações hormonais e há um decréscimo acentuado na produção de estrogénio. A falta de produção dessa hormona leva a que haja uma atrofia na zona da vagina que, consequentemente, leva à secura.

Mas não são só as mulheres depois da menopausa que passam por este problema, tal como concluído pela Women’s Health Concern. Nesses casos, a secura pode surgir por diversos outros motivos.

Um deles é o consumo de anticoncepcionais como a pílula, que, pela sua carga hormonal, mexem com a lubrificação que deveria surgir naturalmente. Além disso, as infeções urinárias podem também causar alguma irritação nesta região o que, inevitavelmente, causará também alguma secura. Outro dos fatores que a especialista aponta é a lavagem em excesso, e com produtos que nem sempre são os mais indicados.

“A vagina tem secreções próprias que fazem uma auto-lavagem que, geralmente, não têm cheiro, mas que podem sofrer alterações e causar algum odor”, diz Maria do Céu Santo. “Por causa disto, muitas vezes as pessoas lavam-se excessivamente, e tanto a pele como as mucosas têm uma camada de autoproteção que ajuda a manter a hidratação e, assim, vai ser afetada, provocando secura.”

Além disso, Maria do Céu garante também que são várias as mulheres que não utilizam produtos próprios para fazer a limpeza diária. Como explicou à MAGG, o pH dos produtos deve ser sempre adaptado à idade da pessoa e se tem, ou não, alguma condição associada.

Claro que, como explicou, a limpeza não deve ser excessiva, correndo o risco de ter o efeito contrário e causar desconforto em momentos onde tudo o que se pretende é que a mulher esteja confortável. A sexóloga explica que muitas mulheres em início de atividade sexual tendem a lavar-se mais vezes, precisamente para prevenir o aparecimento de certos odores e, consequentemente, retirando a lubrificação natural da vaginal.

“Por se lavarem tantas vezes, as mulheres deixam de estar lubrificadas e, por isso, sentem dor durante a atividade sexual”, explica, garantindo que existem soluções simples para contrariar o problema. A mais prática e eficaz, garante, é a utilização de lubrificantes que, de acordo com um estudo de 2012 do “Journal of Sexual Medicine”, causa até mais prazer às mulheres durante a relação sexual. “O essencial é que sejam à base de água, porque se usarem preservativos os outros podem interferir com o látex.”

Katarzyna Grabowska

Os lubrificantes à base de água, como é o caso dos três novos lubrificantes da gama Naturals da Durex, contêm apenas ingredientes naturais na sua fórmula e garantem ser adaptados ao pH da vagina da mulheres. Estão disponíveis na versão Hidratante, com ácido hialurónico que garante uma hidratação de longa duração, na fórmula original, a H2O, que contém prébióticos que promovem o normal funcionamento da flora vaginal e ainda na versão Extra Sensitivo, com Aloe Vera para um efeito calmante.

Também as mulheres mais velhas e no pós menopausa podem ter alguns cuidados extra para prevenir a secura. Maria do Céu Santo aconselha a que, tal como fazem no rosto, as mulheres apliquem, diariamente, cremes próprios na vulva, de maneira a aumentar a elasticidade desta região e evitar as dores e o incómodo durante a atividade sexual. Podem também utilizar lubrificantes, mais uma vez, à base de água, evitando as fórmulas com perfumes e sabores, para não provocar alguma alergia.

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