A estreia de "A Máscara" em Portugal ficou muito aquém das expectativas. Um verdadeiro sucesso de audiências lá fora, o formato sul-coreano que coloca 12 celebridades a cantar escondidas atrás de máscaras não consegue bater "Pesadelo na Cozinha", mas não é por isso que a SIC passou a ter razões de queixa.

Ora vejamos: líder de audiências há vários meses, conseguiu roubar grandes nomes à TVI — Cristina Ferreira, claro, mas mais recentemente Ricardo Araújo Pereira e o bem popular "Governo Sombra" —, e fez sucesso com formatos como "Casados à Primeira Vista". Nas novelas também não se tem saído nada mal, em particular com "Nazaré", mais um fenómeno de audiências.

Apesar de tudo, a SIC voltou a perder este domingo à noite, 12 de janeiro, contra a TVI. No terceiro episódio — ou quarto, se considerarmos que esta semana o canal decidiu dividir "A Máscara" em duas partes —, o programa apresentado por João Manzarra foi acompanhado por uma média de 1 milhão e 134 mil espectadores. Já "Pesadelo na Cozinha" chegou a ter um pico de quase 1,7 milhões de espectadores.

Números à parte, ninguém pode negar que a versão portuguesa ficou aquém das grandes produções que vemos lá fora, em particular nos Estados Unidos e Reino Unido. Na versão americana já assistimos a duas temporadas, com a terceira a chegar a 2 de fevereiro. As máscaras foram desenhadas pela vencedora de um Emmy, Marina Toybina, e são de uma qualidade impressionante. Em entrevista ao "The Huffington Post", a designer confessou muitas inspirações cinematográficas, mas também "a complexidade de Alexander McQueen".

Só que coisas complicadas tendem a trazer problemas. Que o diga Michelle Williams, estrela das Destiny's Child, que foi eletrocutada em cima do palco. Na segunda temporada, a cantora de 40 anos que vestia o fato de Borboleta estava a ensaiar a canção "Livin' On A Prayer", de Bon Jovi, quando a máquina de fumo entrou em curto-circuito e deu-lhe um choque.

Michelle Williams, estrela das Destiny's Child, foi eletrocutada em cima do palco

"Durante o ensaio, estou de pé na plataforma e eles estão a tentar fazer com que saia fumo", contou ao "Entertainment Tonight", cita o "Mirror". "Só sei que de repente olhei para o meu sapato e a coisa conseguia falar", disse, referindo-se ao facto de a bota se ter aberto completamente. "Foi assustador".

Também na segunda temporada da versão americana, a Águia, personagem interpretada pelo médico de celebridades Drew Pinsky, teve um problema de saúde durante os ensaios, quando lhe foi detetada uma grave lesão vocal.

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"Assim que comecei a ensaiar, percebi que havia qualquer coisa errada com a minha voz", disse a estrela. "E aconteceu que tive um sangramento nas minhas cordas [vocais]".

Os médicos decidiram que o melhor seria optar por uma intervenção médica, só que não conseguiram seguir esse caminho. "Eu tinha varizes e o tratamento deveria ser a laser, mas não podíamos fazê-lo. Por isso tive que contratar especialistas em reabilitação vocal para me ajudarem a treinar a voz. Foi uma loucura".

O fato do Polvo pesa 20 quilos

Na versão britânica, a estreia aconteceu a 4 de janeiro e, tal como em Portugal, ainda só lá vão três episódios. As máscaras ficaram a cargo da empresa Plunge Creations que, em entrevista ao jornal "Metro", contou que precisou de uma equipa com 47 pessoas para elaborar os 12 figurinos. No total, gastaram mais de cinco mil horas a preparar todos os fatos.

Só que também aqui não tardaram a surgir problemas. Após a estreia do programa, o jurado Jonathan Ross e o apresentador Joel Dommett expressaram as suas preocupações em relação à máscara do Polvo, que pesa qualquer coisa como 20 quilos. É tão grande que a misteriosa celebridade não consegue estar de pé durante muito tempo, o que obrigou os especialistas a criarem uma plataforma de suporte para a estrela.

O fato do Polvo pesa 20 quilos

"No primeiro episódio, tivemos que fazer pausas de vez em quando porque [o fato de polvo] era demasiado pesado", contou Joel Dommett ao jornal "Mirror". Para resolver o problema, a Plunge Creations teve de idealizar uma plataforma com uma espécie de skate, que facilita a utilização do pesado fato. Como é que a estrutura funciona, não temos bem a certeza. Mas aparentemente tem funcionado — ou pelo menos ajudado o pobre famoso a atuar em palco com seis tentáculos e duas mãos.

Então e por cá? Bem, ainda ninguém parece ter-se queixado dos fatos. Praticamente no início do programa, ainda só foram conhecidas as identidades de três personagens: o Cavalo (Jel), a Pérola (Diana Pereira) e o Ananás (Rogério Samora).

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