Provavelmente já se tinha perguntado sobre o que é que Jim Carrey ("Bruce, o Todo-Poderoso") poderia andar a fazer desde 2014, altura em que teve o seu último grande papel no filme "Doidos à Solta, de Novo". Em 2017 surgiram as primeiras novidades, mas não eram as que os fãs mais esperavam: o ator de 56 anos revelou que se tinha dedicado à pintura e à escultura e até fez um mini documentário de apenas seis minutos onde mostrava o seu dia a dia no estúdio. Visivelmente abalado desde a morte da ex-namorada, em 2015, era incerto que caminho escolheria o ator. Até agora.

É que Jim Carrey vai ser o protagonista de uma nova série da Showtime, casa de produções de culto como "Dexter", "Segurança Nacional" e "Shameless". Chama-se "Kidding", foi criada por Dave Holstein ("Erva") e, apesar de o primeiro trailer ter sido divulgado ainda em junho, a verdade é que o anúncio escapou a muita gente — e isso nota-se pela quantidade de discussão que se gerou pelas redes sociais, que foi praticamente inexistente.

A série, que se assume como uma comédia negra, conta a história de Jeff (Jim Carrey), um ícone dos programas de televisão infantis, que tenta ao máximo manter a sua sanidade mental durante um período muito conturbado da vida em que a família parece desmoronar-se. O primeiro episódio chega aos Estados Unidos já no domingo, 9 de setembro, e dá a conhecer o acontecimento chave que resultou na perda de controlo emocional da personagem principal. O primeiro episódio passa-se um ano depois de Jill (Judy Greer), mulher de Jeff, e os seus dois filhos, serem vítimas de um violento acidente de carro que resultou na morte de um dos miúdos — e mostra como o protagonista tem sérias dificuldades em lidar com a situação.

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"Além de estar à beira do abismo, Jeff é completamente imprevisível ao longo dos episódios", escreve a revista "Vulture" que já viu a série e diz que "Kidding" é uma série de comédia pós-comédia. O que significa que a série consegue ser mais melancólica do que engraçada e que, apesar de tudo, serve como meio de exposição para Jim Carrey que de certa forma parece estar a representar o seu luto e a sua dor pessoal naqueles episódios e naquela personagem meio infantil mas, acima de tudo, inocente e boa.

Segundo a mesma publicação, Jeff é aquele tipo de pessoa que é incapaz de ver o mundo de outra forma a não ser como um lugar agradável para se estar. "É difícil perceber se esta é uma ideia que foi construída como parte da persona que Jeff foi criando para fugir à dura realidade que o envolve (a morte dos filhos), ou se na verdade a personagem é simplesmente otimista ao ponto de não ver mal nenhum no mundo em que vive." Apesar de parecer uma série sobre a morte, é mais um retrato fiel de como é lidar com uma tragédia e a procura de identidade que daí advém, tema esse que sempre foi muito querido ao ator que interpreta a personagem principal.

"A procura pela identidade sempre foi um tema que me atraiu muito, e a génese desta nova série da Showtime, "Kidding", é que foca muito nisso — na ideia de nos tentarmos agarrar a uma ideia do 'eu' no meio do caos e da confusão", disse o ator numa entrevista exclusiva à revista "Variety", no início de agosto.

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Apesar de a série ainda não ter estreado, os críticos internacionais de televisão estão a desfazer-se em elogios em grande parte devido à personalidade de Carrey. A CNN, por exemplo, diz que esta é oportunidade perfeita de Jim Carrey mostrar os seus dotes de representação, que sempre demonstraram ser de qualidade tanto na comédia como no drama. "É nesse contexto que 'Kidding' parece atuar, já que satisfaz ambos os lados de Carrey ao dar-lhe a oportunidade de usar a máscara da comédia e a da tragédia, numa espécie de duelo em que o ator conjuga a mestria, o talento e a aptidão natural que tem."

"Kidding" vai contar com apenas oito episódios e, para já, não se sabe quando ou se chegará a Portugal.

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