Miguel Sousa Tavares foi o primeiro convidado do programa "5 Para a Meia-Noite" na quinta-feira 5 de novembro. Se não estivesse junto de Inês Lopes Gonçalves, onde é que estaria? "A acompanhar as eleições americanas, claro".

Conhecido pela postura severa, foi num tom mais descontraído que vimos o jornalista e comentador da TVI. Depois de um início de conversa em torno do tema Estados Unidos, da divisão profunda deste país e das eleições que estão a decorrer, entraram em estúdio várias caixas de cartão com papéis. Nelas, vinham atuais ou antigos ódios de estimação de Miguel Sousa Tavares.

O comentador tinha, depois, duas opções: ou manter ou reciclar. "Vou falar de alguns temas, se o Miguel achar que está na hora de passar para outra, que já não faz sentido, vai para o odião e é reciclado", explicou Inês Lopes Gonçalves.

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O primeiro nome a surgir foi o PAN, o partido das Pessoas, Animais e Natureza. O comentador não perdeu muito tempo. "O PAN não é um ódio de estimação. É uma estupidez de estimação", diz de imediato. Este não se recicla: "Está no ativo, portanto não vai para o odião."

"Porque o PAN não é um partido ambientalista, é um partido animalista, como diz o Miguel", lembra Inês Lopes Gonçalves. "Exatamente", responde o comentador.

Anti-touradas, Cavaco Silva, reality shows. Reciclar ou manter?

O segundo papel fazia referência à "malta anti-touradas". Surpreendentemente, configura um ódio de estimação. "Eu nem adoro touradas, nem odeio touradas. Eu respeito as pessoas que gostam de touradas", acrescenta, confirmando que não é um "aficcionado" e que apenas respeita a liberdade de quem gosta de touradas.

Como o ódio nunca existiu, este papel não foi reciclado. Não tinha destino. "Vai para o orgânico, é isso?", pergunta a apresentadora. Miguel Sousa Tavares ri-se, mas ressalva: "Agora, a liberdade não reciclo."

Próximo: "Casa dos Segredos, reality-shows no geral", diz Inês Lopes Gonçalves. "Isso é aquela coisa em que as pessoas se juntam para fazer coisa nenhuma o dia inteiro, não é?", pergunta o jornalista. "Não têm mais nada que fazer", continua. Depois de Inês Lopes Gonçalves frisar que "depois há dois milhões de pessoas que se juntam para ver", Miguel Sousa Tavares realça: "Pois, isso é que é preocupante. Esse é que é o grande mistério." O destino era óbvio: um ódio a manter.

Ricardo Araújo Pereira foi o nome seguinte a surgir, mas aqui não houve muita conversa: Sousa Tavares diz que o apresentador e humorista nunca foi um ódio de estimação. Mas o nome seguinte foi ligeiramente diferente, pelo menos no que se refere ao teor do comentário. "Anibal Cavaco Silva", diz a apresentadora. "Também nunca tive nenhum ódio de estimação. Acho que o mal que ele tinha para fazer já fez. Está desativado. Pode reciclar."

Questionado sobre se já leu a biografia do antigo Presidente da República, Miguel Sousa Tavares não vai de modas: "Não, obrigado. Já sei de cor e escrita por ele não me interessa nada. E a "lei anti-tabaco"? "Eu agora estou a fumar mentol. Estou quase a fumar gay."

Último papel: "Redes sociais". "Eu não tenho ódio. Eu acho que elas são o inimigo público número um da democracia e da vida em sociedade", diz. "Isso é um assunto sério. Não é uma brincadeira. Eu escrevi isso há 12 anos: é o maior inimigo da democracia. E continuo a achar."

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