Ainda não há data de estreia, mas o fundamental está fechado. "Colin in Back & White" é o nome da nova série a caminho da Netflix e que vai focar-se na história de Colin Kaepernick, o jogador de futebol americano que, em meados de 2016, se ajoelhou durante o hino nacional em protesto contra o racismo e a violência policial no país. A ideia é de Ava DuVernay, argumentista e realizadora, que vai ter a seu lado Michael Starrbury na escrita, com quem já tinha trabalhado na série "Aos Olhos da Justiça" (ou "When They See Us", o título original americano), sobre os cinco jovens condenados, injustamente, pela agressão e violação de uma mulher em 1989.

Ao longo dos seis episódios, a série vai explorar a vida de Colin Kaepernick enquanto jovem negro que cresceu no norte da Califórnia, junto de uma família branca que o adotou, bem como todo o caminho que teve de percorrer até se tornar num jogador profissional de futebol americano.

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"Vemos, por diversas vezes, histórias de pessoas negras retratadas através de uma lente branca. [Com este projeto] procurámos dar uma nova perspetiva às diferentes realidades com que os negros têm de lidar. Explorámos os conflitos raciais que tive de enfrentar enquanto pessoa negra, e adotada, a viver numa comunidade branca durante os meus anos de escola", explicou o jogador num comunicado oficial.

"Colin in Black and White", uma minissérie dramática, ainda não tem data de estreia. Sabe-se que a ideia original foi criada em meados de 2019 e que o argumento para os seis episódios foi finalizado em maio deste ano. Espera-se que a estreia aconteça só em 2021.

Em 2016, Colin Kaepernick, quarter-back de futebol americano, permaneceu sentado no banco enquanto o hino nacional dos EUA ecoava pelo recinto. Nas semanas seguintes, o gesto ganharia outro simbolismo com Kaepernick a escolher ajoelhar-se em protesto contra o racismo e a violência policial no

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Num país ainda marcado pela tensão racial (a morte de George Floyd pelas mãos de um polícia branco é só um exemplo), o jogador foi acusado de antipatriotismo e tornou-se num dos alvos dos tweets furiosos de Donald Trump — que escreveu que a NFL (a Liga Nacional de Futebol Norte-Americano) deveria despedir jogadores que não respeitassem a bandeira e o hino do país.

E ainda que tenha havido quem tenha apoiado o jogado, e até se tenha juntado a ele nos protestos, a verdade é que Kaepernick está desde 2017 sem jogar profissionalmente.

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