Uma das séries de maior sucesso na Netflix, "Sex Education", fala sobre a adolescência e os dramas próprios da idade, quebrando tabus e abordando temas como a violência no namoro e a homossexualidade. Os protagonistas, agora já adultos, também passaram por essa fase e também eles, na vida real, tiveram de enfrentar momentos menos bons.

É o caso de Aimee Lou Wood, de 25 anos, que numa entrevista ao jornal "The Guardian" publicada este domingo, 9 de fevereiro, revelou que foi vítima de bullying. Não só foi intimidada por um ex-colega, como foi gozada pelo sotaque de Stockport, uma região a noroeste do Reino Unido.

"Fui muito intimidada, mas fingi que nada disso me incomodava", revela a atriz ao falar da altura em que frequentava uma escola independente, para aonde foi depois de os pais se terem divorciado.

Aimee fala de um caso em particular: "Ele estava sempre a chamar-me Bugs Bunny", em referência ao desenho animado da Looney Tunes. Revela ainda que voltou mais tarde a falar com o agressor, mandando-lhe uma mensagem, e que este admitiu que se sentia culpado. A atitude que tomou é também aquela que aconselha as pessoas que sofreram de bullying a fazer. "Agora que são adultos, há uma maior probabilidade de se sentirem mal com isso", tal como aconteceu no seu caso.

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Para a jovem, tudo mudou quando entrou na Royal Academy of Dramatic Art. Apesar de partir mentalizada de que seria gozada pelo sotaque, depressa percebeu que no grupo de 28 pessoas, todos eram diferentes e isso foi positivo para que fosse aceite e não se sentisse discriminada.

"O meu melhor amigo esteve na prisão. Pensei que isso era incrível e senti-me muito menos sozinha", conta. O caso de Aimee acabou por ter um final feliz ao estabelecer amizades com vários membros da turma por ser o "palhaço" do grupo, como a própria diz, num bom sentido.

Na entrevista, a atriz de "Sex Education" fala ainda sobre a mensagem da série, não só pelo facto de instruir no que diz respeito à sexualidade, como por abordar o feminismo: "Acho que é feminista simplesmente porque tem personagens femininas totalmente formadas, matizadas e multifacetadas. Isso não se vê muito. Percebi isso quando olhei para o guião — não havia uma descrição de como uma rapariga deve ser".

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