Às 9h30 certinhas estávamos a entrar no Holiday Inn Lisboa, de computador às costas e uma lista de tarefas a cumprir. Apesar de sabermos o dia de trabalho que nos esperava, bastou estar num novo ambiente de trabalho para ter uma motivação extra. É que isto do teletrabalho, sempre entre as mesmas quatro paredes e calças do pijama, tem que se lhe diga. O problema é encontrar noutro sítio as mesmas condições que temos em casa ou no escritório da empresa — onde, por enquanto, não podemos entrar.

Por isso, uma vez chegados, fomos conferir os essenciais: mil e uma tomadas nas mesas de trabalho, de refeição, ou de uma possível reunião? Check. Internet? Check (e até é de acesso livre, sem ter de introduzir palavras chave complicadas). Café? Duplo check, uma vez que além do bar onde servem café e até cocktails de autor, existe um To Go Café, um sistema de takeaway de snacks e bebidas disponível 24h. Comida? Um menu cheio e renovado do Lounge 28.

Com tudo a postos, lá começámos o dia.

Para cada tipo de trabalho um espaço à altura

Para nós, que escrevemos artigos, basta uma mesa e uma ficha para dar as novidades sobre o mundo e as histórias das pessoas. Mas nesta mesma mesa, onde nos sentámos, cabe também quem tenha de fazer, por exemplo, relatórios de contas, press releases, edição de fotografia e talvez já esteja um número suficiente de pessoas, uma vez que a distância social deve ser mantida.

No nosso caso, tivemos apenas a companhia de mais um teletrabalhador, se assim podemos chamar, por isso, distância foi o que não faltou.

A mesa em que ficámos é apenas uma das que estão no open lobby Lounge 28 do Holiday Inn Lisboa que, depois de alguma indecisão com tanta opção de escolha, optámos pelo facto de ter bastante luz natural a entrar pelos amplos vidros que percorrem a fachada do hotel.

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Além disso, estava mesmo à mão uma impressora que qualquer teletrabalhador pode usar — mais um bónus para esta experiência —, e mesmo em frente um sofá para relaxar ou ficarmos a par das notícias (ou fofocas dos programas da manhã) através da televisão.

Ainda no open lobby, há uma mesa indicada para reuniões, com poucas pessoas no contexto atual, e outras mais pequenas nas quais ora trabalha, ora já está de olho na ementa do Lounge 28.

De zero a dez, zero distrações

Apesar de o Holiday Inn não ser o espaço mais indicado para um jornalista que volta e meia tem de fazer entrevistas, quando estamos a escrever o foco é total. Nem parece que estamos no meio de Lisboa — entre o Campo Pequeno, o Saldanha e a Alameda — porque de lá de fora não se ouve qualquer barulho e a agitação é reduzido.

Ao mesmo tempo, nada melhor para concentrar do que ter em volta um ambiente tranquilo e sem demasiados detalhes para nos distrairmos.

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Como muitos outros hotéis, também o Holiday Inn Lisboa viu-se obrigado a fechar devido à pandemia, mas aproveitaram esse tempo para dar um novo ar ao lobby do hotel, inaugurado em junho no momento da reabertura.

Agora é então um open lobby que proporciona um ambiente mais moderno, mais natural — há até uma mesa que se assemelha ao tronco de uma árvore, cuja vegetação ficou a cobrir a parede — e pensada ao detalhe, que inclui uma obra de arte de um artista português que aproveitou azulejos, também eles portugueses, para criar uma peça que a olhos vistos parece abstrata, mas ganha forma quando apontamos a câmara do telemóvel.

holiday inn lisboa
créditos: divulgação

E vamos ser sinceros: pode não haver uma estante de livros, mas nada melhor do que uma decoração minimalista e de natureza para ter como pano de fundo numa reunião em videochamada.

Holiday Inn Lisboa
Mesa ideal para reuniões

Qualquer tipo de comida, a qualquer hora

Se trabalhar em casa deixa-nos constantemente com a tentação de petiscar, aqui o cenário não é melhor. Primeiro, ter um serviço de takeaway de comida e bebida, com chocolates (2€), panini capricciosa (7,50€), tábua de queijos (15€) e ainda expressos (1,60€) e cervejas (3,50€), não ajuda.

Segundo, a carta do Lounge 28, renovada na mesma altura em que o hotel reabriu, em junho, tem tantas outras sugestões apetecíeis, seja para comer de manhã, como uma tosta mista (7€), ou uma bruschetta de salmão fumado (10€) já depois do trabalho, servindo de aperitivo ao jantar.

Mas é na hora de almoço que temos mais tempo para degustar os novos pratos preparados pelo chef Vítor Cardoso. Provámos uma das novas sugestões da carta, o risoto de camarão com espargos e lima (19€) e de uma coisa temos a certeza: a fome podia já estar a apertar, mas não há como não comer o risoto (de notar, bastante bem servido) até ao fim.

Lounge 28
Risoto de camarão com espargos e lima (19€) do Lounge 28, no Holiday Inn Lisboa

Depois disto, só houve espaço para um café (2€), ainda que as sobremesas saltem à gula quando lemos na carta pudim Abade Priscos com sorvete de manjericão e limão (5,50€) e bolo de chocolate sem glúten com sorvete de maracujá (5,50€) — cuidado que também está presente na oferta de pratos vegetarianos.

Repetimos a dose de café já a meio do dia, quando precisámos de um reforço de energia para aguentar o resto do dia, enquanto a noite entrava pelo hotel, mas ao nosso lado havia quem se aventurasse num snack a meio da tarde composto por húmus com tostas de pão caseiro (5€).

O que temos a dizer sobre "COVIDs"

Até aqui, quer o conforto das cadeiras, a comida e bebida sempre à mão, ou a simpatia do staff fizeram-nos sempre sentir em casa, mas a única coisa que nos lembra de que não estamos realmente fechados no escritório ou sala lá de casa a trabalhar são os cuidados relativos à contaminação com o novo coronavírus — o que é um ponto a favor.

Em momento algum sentimos que estávamos em risco de ficar infetados enquanto trabalhávamos no hotel Holiday Inn Lisboa, uma vez que a distância era sempre mantida entre quem vinha para trabalhar ou comer, os funcionários e visitantes usavam máscara (expeto quando durante as refeições) e, mal alguém saia, as cadeiras e mesas era higienizadas.

Álcool-gel? Esse, como a qualquer lugar que vamos hoje em dia, também estava por todo o lado (é quase como os novos potes de rebuçados dos hotéis).

O óbvio que nos surpreendeu

O conceito de trabalhar ou ter um emprego é simples: receber dinheiro ao fim do mês. A ideia torna-se mais complexa quando para fazer esse trabalho precisamos de um local que nos motive. Ora, a pandemia veio trocar-nos as voltas e vários hotéis chegaram a transformar quartos em escritórios para oferecer um novo e mais seguro local de trabalho.

Problema: é preciso pagar. Solução? No Holiday Inn Lisboa não tem de pagar para trabalhar, nem de andar de um lado para o outro ou gastar dinheiro (e pôr-se em risco) em transportes públicos para ir almoçar a casa.

Dos pratos mais económicos aos mais sofisticados, aqui é como em casa: num momento está numa mesa a trabalhar, noutro tem a comida pronta na mesa. Ah, e a casa de banho mesmo ali ao lado que denuncia "livre de COVID-19".

No fundo, a única condição para teletrabalhar neste hotel é consumir: o que, vamos lá, não é nada complicado pois não? O open lobby Lounge 28 está aberto 24h, o que significa que pode trabalhar no horário que quiser, e a comida é servida entre as 7h e as 23h30.

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