Foi há seis anos que o movimento surgiu pela primeira vez, mas há ainda quem não conheça o veganuary. Ainda vai a tempo — falta apenas uma semana para acabar o mês dedicado a uma alimentação livre de alimentos de origem animal — e quer já tenha ou não experimentado, quem adere dificilmente volta atrás.

E é precisamente para ajudá-lo a implementar um modo de vida mais sustentável que existem várias plataformas que são meio clique andado para seguir à risca uma alimentação e modo de vida mais "verde".

Quer dizer, pode ser também mais azul no caso da aplicação Too Good To Go que chegou a Portugal a 29 de outubro, ou em vez de ganhar tons pode ganhar um ratinho no estômago com a nova revista de receitas vegetarianas, "Veggie", lançada pela TeleCulinária.

Veggie. Há uma nova revista de receitas vegetarianas
Veggie. Há uma nova revista de receitas vegetarianas
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Seja a comer, a comprar roupa ou a viajar, há várias formas de o fazer de modo mais sustentável e também várias plataformas que o ajudam nesse caminho. Funciona um pouco como as dietas: um motivação extra e alguns motores de busca para receitas deliciosas fazem com que a palavra "dieta" deixe de ser sinónimo de sacrifício.

No vegetarianismo ou veganismo também assim o é (ou deveria ser), porque se não for, a luta pelo planeta vai acabar assim que na carta do restaurante vir um bitoque com ovo a cavalo. Ao invés de pedir este prato que normalmente não custa menos de 6€, veja onde é que pode encomendar comida através da aplicação que lhe falamos de seguida, por cerca de 2,99€ ou 3,99€ — dando para uma, duas ou até três refeições.

Too Good To Go

É recente em Portugal, mas até esta sexta-feira, 24 de janeiro, já salvou 13 mil refeições, de acordo com os dados revelados à MAGG por Carina Dias, PR Manager da plataforma.

Aqui há um pouco de tudo, para todos. Os mais saudáveis podem encomendar de estabelecimentos como o Grow Healthy ou o Rice Me, para quem gosta de sabores indianos tem o Hare Krishna ou ainda o Veganapati para quem está para o quer der e vier.

E este é mesmo o modo como deve fazer cada encomenda. Isto porque a Too Good To Go funciona com a "magic box", que no fundo é uma caixa surpresa onde vêm vários ingredientes que os estabelecimentos não conseguiram escoar, mas servem uma boa refeição (ou mais).

Aquilo que iria comer e pagar numa normal ida ao restaurante, traz na mesma quantidade a um preço reduzido. Só há um cuidado a ter com esta aplicação: se não estiver atento, o seu estabelecimento preferido por esgotar num instante. Depois do sucesso em Lisboa, a Too Good To Go segue para o Porto no início de fevereiro. "E pretendemos chegar a mais distritos de Portugal Continental até ao final de 2020", adianta a Carina Dias.

Veond

Aqui cabe um pouco de tudo. Recomendações de restaurantes vegetarianos e vegan, ofertas em produtos éticos, sustentáveis e amigos dos animais e ainda informação e possibilidade de reservar experiências, workshops, eventos e serviços vegan.

A aplicação surgiu pelas mãos de Flor Oliveria e Alex Santos, mas foi na cabeça que começaram a formular a ideia: "Fazemos parte da geração que vai determinar o fim da exploração animal. Vamos tornar acessível e comum o acesso de produtos, comida e serviços vegan para toda a gente, em todo lado", dizem no site.

Mas é especialmente na aplicação, disponível para iOS e em breve para Android, que tudo acontece. Além dos descontos em restaurantes, como aquela que está atualmente em vigor de 36% de desconto num menu de degustação para dois — já a dar as boas-vindas ao Dia dos Namorados — no Legumi Sushi, o primeiro restaurante japonês 100% vegan em Portugal, há ainda receitas disponíveis na app todas as semanas para quem gosta mais de desfrutar das refeições em casa.

Good On You

Porque um vegan não se preocupa apenas com o que coloca no prato, o Good On You trata do que diz respeito à roupa e tudo começa por um descarregamento na App Store ou no Google Play.

Numa classificação de um a cinco, a aplicação permite ver quão sustentável é cada marca. Fomos pesquisar as grandes lojas de fast fashion (a perdição de muitas mulheres) e a Zara tem três pontos que corresponde a uma nota que diz "é um bom início", a Mango tem apenas dois e diz que "não é boa o suficiente" e, surpreendentemente, a Primark é classificada com três pontos, tendo a mesma classificação da Zara. Há mais de duas mil marcas avaliadas.

Além de avaliar a ética de produção de cada nome da moda, na aplicação surgem frequentemente várias notícias sobre o impacto, positivo e negativo, do mundo da moda, entrevistas, dicas e guias de forma a que esteja informado e consciente das tendências éticas.

Vegsafe

Para quem está a entrar no veganismo, esta pode ser uma aplicação fundamental. É que os novatos neste modo de vida podem não saber de imediato que vários produtos de beleza contêm ingredientes que não são vegan, ou nunca ter ouvido falar no poliéster — um material vegan usado na roupa.

Além disso, o Vegsafe descodifica mais de 400 números E, como o E 100 (curcumina) ou o E 471 (emulsionantes) presentes na lista de ingredientes de vários alimentos e que muitas vezes não sabemos o que significam. A app explica.

Esta plataforma é essencialmente informativa e prática, apresentando informação detalhada sobre o que pode ou não usar e consumir. Quer na alimentação ou na roupa, o Vegsafe mostra o nome, categoria, designação, reação alérgica, OGM (organismos geneticamente modificados) e outros detalhes sobre os produtos.

Está disponível apenas para iOS.

"Veggie"

Ainda não completou um mês — foi colocada à venda a 31 de dezembro — e não se dirige apenas aos vegetarianos e vegan. É também para flexitarianos, que ocasionalmente consumem carne e peixe, uma designação cada vez mais recorrente e em alguns casos usada apenas num curto período de tempo para quem está na transição para uma alimentação de base vegetal.

Mas é precisamente para incentivar esta mudança que a revista tem mais de 70 sugestões sem proteína animal. Nos pratos destacam-se as leguminosas, as frutas, os cereais e os legumes e, claro, o sabor que depende do paladar de cada um e é por isso que há tanta diversidade de opções.

A revista sai a cada dois meses, por isso a próxima edição só irá para as bancas em março. Até lá, tem com que se entreter na cozinha. A revista custa 5,50€ e foi lançada pela TeleCulinária.

The Lazy Vegan Cookbook

Ainda na onda das receitas, sugestões não faltam no estúdio digital de cozinha The Insta Vegan ou no livro The Lazy Vegan Cookbook. E como é que funciona? É preciso ter acesso ao site ou ao ebook, que custa 8,90€, onde pode tirar proveito do livro digital desde a entrada à sobremesa, literalmente.

O pequeno-almoço também está incluído e tem sugestões como smoothie de manga e chia ou ovos mexidos de tofu e tanto gastronomia tradicional portuguesa, com a sopa à alentejana, ou do mundo, com a moqueca. Tudo isto vegan e, diz o autor, com "receitas prontas na mesa em pouco tempo".

Crónica. Gosto do planeta, mas gosto mais de viajar
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FairTrip

Pelo nome já percebeu que vamos falar de viagens. E pelo artigo só podem ser viagens sustentáveis. E não faltam opções: há mais de três mil locais em todo o mundo e referenciados na app para saber que pode lá ir sem que isso implique um impacto negativo no planeta. 

E de que forma é que este impacto é minimizado? Ao usar as sugestões de alojamentos, restaurantes, experiências e Organizações Não-Governamentais (ONG) com referências éticas e que cumprem com os requisitos da aplicação. E também porque ao visitar muitos deles está a contribuir para os negócios e comunidade local.

Há quem deixe de viajar por razões éticas, mas também quem não o consiga deixar de fazer. Para esses a FairTrip pode ser a solução mais consciente. A primeira viagem é rumo à App Store.

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