“O arroz é muito rico do ponto de vista nutricional. É uma importante fonte de hidratos de carbono, nomeadamente amido (75 a 80% do grão é constituído por amido e  10 a 11% por água). Também é rico em proteínas (100 gramas de arroz incluem 7 a 8 gramas de proteína). Fornece ao organismo ferro, potássio, fósforo, magnésio, vitamina B1, B2, B3 e B6.”

Quem o diz é a DECO Proteste  — Defesa do Consumidor, que também destaca a riqueza em fibras e a ausência de gordura ou glúten, o que o torna “uma excelente opção para pessoas com doença celíaca”, reforça a mesma entidade.

Para que nenhuma destas propriedades se perca, é fundamental que saiba cozinhar este alimento. O erro mais grave começa mesmo antes deste entrar no tacho. Por uma questão de segurança, é comum passá-lo por água, etapa que tem como objetivo retirar a sujidade que este possa conter. Mas aquilo que estará, na realidade, a fazer é a retirar-lhe grande parte dos nutrientes.

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Importa saber que o arroz é um alimento perecível, sendo, portanto, um mau “veículo de bactérias”, como refere a DECO. Mesmo assim, caso continue reticente, saiba que todas as criaturas minúsculas e maliciosas que possa conter desaparecem quando é cozinhado a temperaturas altas.

“Lavar o arroz não tem grandes vantagens, até porque, sendo cozinhado em água a ferver, não temos de nos preocupar com os pequenos microorganismos que possa ter”, diz a nutricionista Rita Silva. “O arroz é, por exemplo, rico em vitaminas do complexo B, que são hidrossolúveis, o que significa que se dissolvem na água. Se o lavarmos antes, perdemos parte daquele micronutriente em que o arroz é mais naturalmente rico.”

Rita Silva vai mais longe e diz que não vê “grande obrigatoriedade na lavagem de um grão”, a não ser em alguns casos específicos, como é o caso da quinoa: “Pode conter compostos que não existem no arroz e que são antinutritivas”, como é o caso da sapopina, um “composto defensivo das plantas”, que faz com que forme uma espécie de espuma nos alimentos em que está presente. Apesar de tudo, a mesma especialista adianta que, quando se trata de arroz integral, é mais natural recomendar que seja demolhado, para diminuir o tempo de cozedura e não desencorajar o seu consumo, uma vez que é muito rico em fibra.

E a carne?

Lavar carne não é mau pela perda de nutrientes. O caso é pior: quer frango, porco ou vaca, é perigoso pela proliferação de possíveis bactérias.

A carne pode estar contaminada e, ao mexer e lavar, podemos fazer uma contaminação cruzada de tudo o que estiver em contacto com essa água”, explica Rita Silva. “Pode passar também de um alimento para um instrumento de cozinha, pelo que, por ser veículo de bactérias, é importante não utilizar os mesmos utensílios da carne crua noutros alimentos. O prato onde está a carne crua também não deve ser o prato que recebe a carne cozinhada.”

Tal como no caso do arroz, estas bactérias, à partida, morrerão quando cozinhadas a temperaturas altas.

Quando se tratar de arroz ou de carne, lembre-se: o mais simples é o mais seguro. Cozinhe-os diretamente, da embalagem para o fogão. É a forma mais fácil de eliminar os eventuais microorganismos que poderão prejudicar-nos.

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