Quase duas semanas depois do início de 2020, provavelmente já está a pôr em prática todas as resoluções de ano novo para garantir uma melhor qualidade de vida. E podem ser objetivos tão simples como beber mais água, sair mais vezes em passeios ou até começar uma nova dieta à medida que vai treinando no ginásio.

Seja qual for a resolução, o intuito final é sempre o mesmo: procurar um estilo de vida mais saudável e feliz. Mas tire notas: um novo estudo sugere que a interação social é outro elemento fundamental e que não deve ser descuidado.

A investigação, publicada em junho de 2019 na revista científica "PLOS ONE", mostra que a força do círculo social de um indivíduo, medido através da quantidade de chamadas feitas e recebidas entre amigos, pode ser um bom indicador para prever e evitar episódios de stresse.

Esta ideia não é nova: há vários estudos na mesma área que suportam a teoria de que um bom grupo de amigos, sejam eles familiares ou não, está diretamente associado a estados físico e mental mais saudáveis. Isto acontece não só porque a interação social ajuda a manter o humor, mas também a ter comportamentos positivos.

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O isolamento social, no entanto, está associado a variados casos de doenças crónicas e mentais, e pode ainda influenciar inflamações crónicas que, por sua vez, têm um impacto significativo no sistema imunitário do ser humano. Segundo a revista "Time", a solidão tem sido comparada ao consumo de cerca de 15 cigarros por dia — elevando o problema a um estatuto de saúde pública nos Estados Unidos, onde quase metade dos cidadãos se sentem sozinhos.

Como é que isto é possível, na era das redes sociais? A verdade é que estas plataformas, ao promoverem um contacto simples e imediato com qualquer pessoa espalhada pelo mundo, podem ter o efeito contrário. É essa a concussão de outra investigação publicada na revista científica "American Journal of Health Promotion" em junho de 2019, que concluiu que as redes sociais podem ser um problema quando substituem o contacto direto e cara a cara entre os intervenientes.

Ainda à revista "Time", Stuart Lustig, um dos responsáveis pelo estudo, diz que o contacto direto e real entre pessoas "é importante porque a atividade que acontece entre elas é o que torna a socialização divertida e agradável, além de servir como desculpa para que as pessoas se encontrem."

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É por isso que adverte para a necessidade de usar a tecnologia de forma "estratégica": "Devemos usá-la para procurar ligações e relacionamentos que tenham significado e sempre com pessoas que sejamos capazes de manter no nosso círculo mais chegado. É muito fácil encontrar grupos online para organizar estes encontros."

E continua: "Há sempre uma oportunidade de transformar estas pequenas interações em conversas mais longas e até em grandes amizades ao longo dos tempos. Devemos olhar para estas oportunidades com espírito aberto sempre que possível porque a verdade é que todos nós estamos configurados para, desde que nascemos, nos relacionarmos com os outros. E ao fazê-lo estamos a melhorar a nossa saúde."

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