Os constrangimentos na aviação são generalizados, mas o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, está no epicentro do caos no País. Desde sábado, 2 de julho, foram cancelados pelo menos 181 voos no aeroporto da capital e as previsões apontam para que o número aumente mais de três dezenas até ao final desta quinta-feira, 7.

Aeroporto de Lisboa classificado como o pior do mundo. Há 21 voos cancelados esta quarta-feira
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Entre chegadas e partidas, esta manhã já havia registo de 32 voos cancelados no aeroporto de Lisboa: 17 na lista de chegadas e 15 na lista de partidas. A maior parte, como já vem a ser hábito, operados pela TAP — 14 nas chegadas e 12 nas partidas, mais precisamente, de acordo com o jornal "Observador".

A situação revela-se caótica, mas não surpreendente, já que ainda esta segunda-feira, 4, o CEO da companhia aérea reconheceu que o cenário não deveria "melhorar nas próximas semanas". O representante reconhece que a companhia aérea não está a "oferecer o serviço de excelência" que havia planeado.

O motivo? O impacto do alegado regresso à afluência em peso, naquele que é o primeiro verão no setor após a pandemia de COVID-19. De acordo com o jornal "Observador", que cita dados do Air Transport Action Group, o setor perdeu 2,3 milhões de empregos durante a pandemia, sendo que falta de pessoal está também no cerne dos constrangimentos recentes.

Já há aeroportos portugueses em risco de parar?

Há dez aeroportos portugueses em risco de parar já este verão: quatro no continente (Porto, Lisboa, Beja e Faro), dois na Madeira (Funchal e Porto Santo) e, por fim, quatro no arquipélago dos Açores (Santa Maria, Ponta Delgada, Horta e Flores), escreve o "Correio da Manhã", com base numa alegada ameaça do Sindicato Nacional Dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC).

Segundo avança a publicação, a SINTAC não aceita a redução dos salários em cerca de 30%, como consequência da proposta da ANA [a autoridade dos aeroportos de Portugal] que põe fim às tabelas salariais. "Queremos, ao máximo, evitar contribuir para este caos que se passa na Europa e que também se reflete em Portugal, sobretudo em Lisboa, mas não é aceitável esta situação", explica Rúben Simas, dirigente do SINTAC, em declarações ao "Correio da Manhã".

"Aguardamos novo diálogo com a ANA", acrescenta. O responsável garante que todos os cenários serão equacionados e a publicação avança que a decisão de marcar paralisações deverá acontecer nos próximos dias.

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