Não, ainda não se sabe quando é que as máscaras vão deixar de fazer parte da rotina. Pelo menos, é o que avança a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, que disse esta segunda-feira, 11 de abril, que ainda não é tempo para deixar cair as máscaras obrigatórias nos espaços públicos interiores. A "mortalidade ainda não atingiu aquele valor", disse, mas salienta que dentro de dias a medida pode deixar de ser obrigatória.

Autovoucher vai acabar, mas há mais apoios: as medidas do governo para compensar os aumentos dos preços
Autovoucher vai acabar, mas há mais apoios: as medidas do governo para compensar os aumentos dos preços
Ver artigo

Em entrevista à Rádio Renascença, Graça Freitas explica que Portugal ainda não atingiu o valor de referência europeu que permita aligeirar ou descartar o uso de máscara em espaços fechados e esclareceu que é preciso "jogar com segurança" para "não perder nada do que já foi adquirido". Portugal continua em situação de alerta até, pelo menos, 18 de abril.

Máscara pode vir a ser levantada em todos os "locais fechados", mas devem existir exceções

Carlos Antunes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, avança um outro cenário e garante que tudo indica que as novas alterações "passam por aliviar as regras de uso de máscara, deixando de ser obrigatório para todas as pessoas em locais fechados", começou por explicar, em declarações à CNN Portugal.

De acordo com o especialista, no final de abril, entre os dias 24 e 29, poderá mesmo chegar-se à meta dos 20 óbitos por um milhão de habitantes em 14 dias — o tal "valor de referência europeu" que já justificaria um levantamento gradual das medidas. Na ótica de Carlos Antunes, se isto se verificar, estão reunidas as condições para deixar cair a máscara em todos os espaços interiores, com exceção dos lares de idosos e as unidades de saúde, onde o uso de máscara deverá continuar a ser obrigatório.

À mesma publicação, o matemático Óscar Felgueiras não avança datas concretas para o levantamento do uso obrigatório da máscara, mas apoia a teoria de Carlos Antunes. Com a ressalva de que a Páscoa é uma fonte de incerteza, admite que "acima de tudo fará sentido considerar" o uso obrigatório apenas em centros de saúde, lares e hospitais.

Em termos oficiais, a directora-geral da Saúde não se compromete com nenhuma data para o novo aligeirar de restrições, mas admite que, se a mortalidade mantiver a tendência decrescente, dentro de dias a medida pode deixar de ser obrigatória.

Com a Páscoa à porta, quais são as recomendações?

Apesar de os especialistas admitirem que nem mesmo a Páscoa vai mudar radicalmente este cenário, no mesmo discurso à Rádio Renascença, a directora-geral da Saúde não ignora as festividades e relembra o perigo dos convívios. "Quanto à Páscoa, é continuar a usar máscara, manter o distanciamento social e evitar aglomerados", disse. "Várias gerações e os mais velhos, os mais vulneráveis, os mais doentes, têm de ser protegidos pelos mais novos", acrescentou.

Ao que se sabe, as consequências práticas da Páscoa, no que ao número de casos diz respeito, podem mesmo influenciar o levantamento da medida. No entanto, até informação em contrário, a atual situação de alerta, que "mantém inalteradas as medidas actualmente em vigor", vigora até 18 de abril.

Afinal, onde é que tenho de continuar a usar máscara?

Até ao fim desta situação de alerta, e até é ordem em contrário, o uso de máscara em espaços fechados mantém-se obrigatório.

Mantém-se a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços interiores públicos — como escolas, serviços de saúde, centros comerciais e transportes públicos — sendo que está também em vigor, para quem não tem a dose de reforço da vacina contra COVID-19, a obrigatoriedade de apresentar um teste negativo ao coronavírus nas visitas a lares e estabelecimentos de saúde, avança o jornal "Público".

Sabe-se ainda que esta segunda-feira, 11, as escolas também receberam uma orientação para manter máscaras no terceiro período letivo, através de um comunicado emitido pela direcção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

É "fundamental continuar a garantir condições para que o ano lectivo 2021/2022 decorra num ambiente de segurança e confiança", lê-se. Até à data, ainda não é certo se o levantamento das máscaras em espaços fechados será total ou se contará com exceções.

Subscreva a newsletter da MAGG.
Subscrever

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.