O fundador da Microsoft voltou a abordar a sua relação com Jeffrey Epstein, depois de terem sido tornados públicos mais de três milhões de documentos relacionados com a investigação ao caso, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Bill Gates, de 70 anos, admitiu arrepender-se de “cada minuto” que passou com o financeiro e reconheceu que foi um “tolo” por ter mantido contacto com ele, revelou em entrevista ao 9 News.

Jeffrey Epstein foi detido em julho de 2019 e foi acusado de abuso e tráfico sexual de menores. Acabou por ser encontrado morto na sua cela um mês depois, num aparente suicídio, enquanto aguardava pelo julgamento no Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque. O caso voltou a ganhar destaque depois da divulgação de novos ficheiros ligados à investigação, onde o nome de Bill Gates é mencionado várias vezes.

O empresário veio a público esclarecer tudo e colocar um ponto final nas acusações. Diz que conheceu Jeffrey Epstein em 2011, mas os encontros limitavam-se a jantares, onde discutiam possíveis “oportunidades de negócios”, uma vez que o magnata dizia conhecer pessoas ricas interessadas em apoiar causas como a saúde global, explicou.

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Foi mais tarde, que o bilionário reconheceu que os encontros não o “levaram a lado nenhum” , admitindo que foi “uma das muitas pessoas” que se arrependeu de o ter conhecido. Assim, Bill Gates negou as alegações que surgiram em rascunhos de e-mails de Epstein, que insinuavam que este teria contraído uma doença sexualmente transmissível, a qual teria escondido da sua então mulher, Melinda French Gates.

O fundador da Microsoft disse que se tratava de um "e-mail falso”, escrito por Jeffrey Epstein para si próprio, e que nunca foi enviado. "Não sei o que é que ele estava a pensar. Estaria ele a tentar atacar-me de alguma forma?", questionou na entrevista.

O bilionário negou ainda ter visitado a famosa ilha privada de Epstein, nas Caraíbas, palco de muitos abusos, ou de ter tido relações com outras mulheres. Num comunicado citado pela “People”, um porta-voz de Bill garantiu que as acusações são “absolutamente absurdas e completamente falsas”, dizendo que a úncia coisa que os documentos demonstram é a aparente “frustração de Epstein por não ter conseguido manter uma relação próxima com Gates”, e que por isso, estava disposto a “incriminá-lo e difamá-lo”.