A adepta croata Ivana Knöll tem sido um dos grandes destaques deste mundial, pela forma como se tem apresentado nas bancadas dos jogos da sua seleção, pelas produções fotográficas que tem feito no Catar e pelas publicações ousadas (e neste contexto arriscadas) que tem partilhado na sua conta de Instagram, onde tem já quase 800 mil seguidores.

A modelo, de 26 anos, que divide o tempo entre a Croácia e os Estados Unidos, está no Catar a apoiar a seleção da Croácia e a produzir conteúdo para a sua página de Instagram. As imagens que tem partilhado são sempre com decotes pronunciados, em fato de banho, biquini, roupas que violam todas as recomendações internacionais feitas aos cidadãos estrangeiros que se deslocassem ao Catar para assistir aos jogos do Mundial. Só que a modelo não teme quaisquer tipo de consequências pela exposição do corpo, num país em que muitas mulheres usam, inclusive, a cara tapada. E mais: diz que os homens do Catar a adoram e estão sempre a pedir para tirar fotos com ela.

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"As reações têm sido realmente boas. Muitos homens do Catar têm vindo ter comigo e pedem-me para tirar fotos ao meu lado", disse a modelo, em declarações ao "The Independent", de Inglaterra. O jornal recorda que o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico recomendou a todos os que visitam o Catar que fossem comedidos na roupa que escolhem e pediu que as mulheres procurassem não mostrar demasiado o corpo, o que não foi, de todo, seguido por Knöll, que se mostrou "super zangada" pelo facto de lhe terem sido apontadas restrições à sua liberdade para se vestir como bem entender. "Depois de ter ouvido as directrizes, fiquei chocada. Diziam que nos vestidos é proibido mostrar ombros, joelhos, abdómen. Eu só pensei: 'Oh meu Deus, não tenho roupa para isto'". A modelo diz mesmo que as autoridades do Catar "não têm poder" para agir, "independentemente dos problemas", referiu num tom provocatório.

"Eu fico arrepiada com isto. Eu não sou muçulmana, mas nós, na Europa, permitimos que as mulheres vistam a hijab e a niqab. Eles conhecem o nosso mudo de vida, a nossa fé, no entanto usam essas coisas. Então porque é que eu, que sou católica, não me posso vestir como quero no País deles, de acordo com a minha fé?", questionou Ivana. "Eu tinha algum receio de me vestir assim mas percebi que eles só não permitem que se usem roupas mais curtas nos edifícios do governo, por isso não tenho medo. Está tudo bem".

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