Há mais 78 mortes e 5.839 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados esta quinta-feira, 12 de novembro, pela Direção-Geral da Saúde, no novo boletim epidemiológico.

Os dados são atualizados um dia depois de António Costa ter recusado passar o recolher obrigatório para as 15h dos próximos dois fins de semana. A alteração era defendida pelo setor da restauração, um dos mais afetados por este novo pacote de medidas de prevenção e combate ao surto do novo coronavírus no País.

"Isto é duro de se dizer, mas temos mesmo de evitar esses grandes convívios à hora de almoço e daí [surgiu] a decisão de limitar às 13 horas o período de abertura da generalidade dos estabelecimentos comerciais dos concelhos com maior incidência da COVID-19", explicou o chefe do governo em declarações aos jornalistas diretamente de São Bento.

COVID-19. Tudo o que vai mudar na nossa vida com as novas medidas de segurança impostas pelo Governo
COVID-19. Tudo o que vai mudar na nossa vida com as novas medidas de segurança impostas pelo Governo
Ver artigo

No momento em que o executivo estudou as medidas a serem aplicadas neste novo estado de emergência, continua, ponderou-se se a hora limite deveria ser às 13 ou às 15 horas, e diz António Costa que a escolha não foi aleatória. "Não foi por acaso que escolhemos as 13 horas. Foi essa a hora porque temos precisamente em conta aquilo que todos os inquéritos epidemiológicos nos dizem: 68% das transmissões estão a correr neste momento em momentos de convívio familiar e social”, justificou-se.

Ainda que admita ter "consciência de que a restauração será um dos setores mais atingidos por esta crise", o primeiro-ministro recordou que após este período de recolher obrigatório, os restaurantes poderão continuar a funcionar, de porta fechada, é certo, mas em regime de entregas ao domicílio.