Terá sido na sequência de uma guerra pela guarda da criança que Luana Silva, 24 anos, assassinou o filho Isaac, de 1, à facada. A forma como a polícia encontrou a mulher leva as autoridades a crer que Luana terá tido um surto psicótico durante o qual cometeu o crime.

A história começa com a separação de Cleitinho Soares e Luana Silva. O homem, brasileiro, emigrou para França e terá dito a Luana que pretendia levar com ele o filho do casal, Isaac, que ainda não tinha feito dois anos. Cleitinho entendia que Luana estava demasiado alterada, descompensada, e que o melhor seria o bebé ficar a cargo dos seus pais, que vivem no Brasil, revela o "Correio da Manhã" na sua edição de terça-feira, 15 de novembro.

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Luana vivia atormentada com a hipótese de perder o filho. Ainda assim, era frequente os vizinhos verem-na na rua a passear com a criança, que costumava brincar em espaços públicos de forma alegre e normal.

Na madrugada de domingo, 13, para segunda, 14 de novembro, os vizinhos de Luana ouviram Isaac a gritar. Mas de repente, do nada, os gritos pararam. Terá sido nesse exato momento que Luana assassinou o bebé à facada. Depois de o fazer, pegou no telemóvel e ligou a Cleitinho Soares, pai do menino a contar-lhe o que tinha feito. O ex-companheiro entrou em pânico e, de imediato, contactou a GNR de Santo André, que enviou um carro ao local, revela ainda o "CM".

Foi nessa altura que os vizinhos ouviram os gritos de Luana. "Matei o diabo. O diabo estava mesmo ali. Satanás! Satanás". A mulher estava totalmente alterada. Mas só mais tarde, perto das seis da manhã, se aperceberam do que tinha sucedido. “Está quieta. Não te mexas”. Estas palavras, ditas por um guarda da GNR, alertaram uma outra vizinha que foi ver o que se passava e percebeu que a mulher estava a ser levada pela GNR.

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De acordo com os testemunhos dos militares, quando entraram em casa de Luana ela ainda segurava uma faca ensanguentada e o filho estava ao lado dela, coberto de sangue, e já morto. A mulher, no entanto, não parecia muito alterada, mas antes aluada, perdida, sem noção do ato hediondo que havia cometido. “Dizia que estava com muitas dores de cabeça. Falava de Deus e do diabo e dizia que ia para casa com o menino. Parecia perturbada, mas nunca pensei que pudesse fazer mal à criança”. As palavras são de uma vizinha, e relatadas pelo "Correio da Manhã".

A mulher foi detida e levada para a Polícia Judiciária de Setúbal, que está a investigar o caso. Luana arrisca pena máxima de 25 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. No entanto, também poderá vir a ser considerada inimputável, caso se prove que não estava na plenitude das suas capacidades mentais aquando do crime, o que poderá levar a que seja institucionalizada. Poderá ser importante para esta tese o facto de, um dia antes, Luana ter pedido a uma vizinha que ficasse com o filho, para que pudesse ir a uma consulta com um psicólogo. “Ela foi ao centro de saúde pedir ajuda, mas disse-me que só lhe arranjavam Psiquiatra. Ela só me dizia que precisava de conversar. Que não estava bem”, revelou a vizinha em declarações ao "CM". As autoridades sabem, também, que a mulher já havia estado internada numa clínica de psiquiatria em Lisboa.

Embora Luana sempre tivesse tido ligações ao oculto, ao espiritualismo, e dissesse a pessoas que conhecia que ouvia espíritos na  cabeça, ela era tida por toda a gente como muito boa pessoa. Patrícia Rosa, uma ex-colega, disse mesmo que Luana "era uma joia". "Trabalhei com ela num supermercado e era uma joia. Também trabalhei com o marido e era ótima pessoa. Era uma mãe que se preocupava e gostava muito do filho".

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