Sania Khan, uma fotógrafa paquistanesa-americana de 29 anos, foi assassinada pelo ex-marido depois de revelar o divórcio na rede social TikTok. Depois de um casamento com muitos problemas, Sania estava preparada para deixar Chicago e começar uma nova vida no estado do Tennesse, Estados Unidos, mas acabou por morrer com um tiro na cabeça disparado pelo antigo companheiro.

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O ex-marido, Raheel Ahmad, 36 anos, percorreu mais de mil quilómetros para a matar com um tiro na cabeça à porta de casa na passada segunda-feira, 8 de agosto. Sania Khan foi declarada morta no local e o ex-companheiro ainda foi enviado para o Hospital Northwestern, onde acabou por morrer no hospital depois de disparar uma bala contra a sua própria cabeça, tendo assim cometido suicídio.

Durante o processo de separação, o ex-marido de Sania Khan tinha saído de casa de ambos e mudou-se para os subúrbios de Atlanta, diz a “ABC News

Raheel e Sania casaram-se em junho de 2021, mas surgiram vários problemas entre o casal durante toda a relação. “Foi um matrimónio construído sobre uma base de mentiras e manipulação”; contou um amigo de infância da fotógrafa ao “Chicago Sun-Times”. Em dezembro do ano passado, a fotógrafa contou a uma amiga que não se sentia segura e acreditava que o ex-marido tinha problemas mentais.

Com a ajuda de amigos, conseguiu pedir o divórcio, mudar as fechaduras de casa e pedir uma ordem de restrição contra o companheiro. A partir daí, começou a partilhar algumas ideias com os seguidores do TikTok, porque se sentia a “ovelha negra” da sua comunidade, que não aceitava bem um divórcio.

“A cultura asiática é tão mentalmente desgastante. Estou sentada num café e a ser repreendida por membros da família depois do meu TikTok se tornar viral. Espera-se sempre que as mulheres fiquem em silêncio. É o que nos mantém sempre em situações confusas. Estou farta desta mentalidade”, lê-se num dos TikToks de Sania, que conquistou mais de 50 mil gostos.

“Tu achas que me podes magoar? A minha família disse-me que se eu deixasse o meu marido estaria a permitir que o Shaytan (diabo em árabe) ganhasse e que me visto como uma prostituta. E se eu fosse para a minha cidade natal, eles matavam-se”, escreveu Sania numa outra publicação sobre a relação da cultura familiar com o divórcio.

Além de falar sobre as reações familiares, Sania Khan também aconselhava as mulheres a valorizarem-se. “Para as minhas rainhas do sul asiáticas, lembrem-se que não têm de se contentar com um casamento ou amor. A pessoa com quem casaram é a pessoa que dorme ao seu lado cada noite. Por favor, não leve isso de ânimo leve. Dormir ao seu lado é uma honra. Aquele homem é merecedor de si ou apenas tem um bom aspeto no papel?”, escreveu a fotógrafa, que acabou por morrer na passada segunda-feira.

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