A vacinação das crianças dos 5 aos 11 anos contra a COVID-19 é agora recomendada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) depois da mesma entidade ter aprovado esta quinta-feira, 25 de novembro, que a vacina Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, passe a ser também administrada nesta faixa etária, sendo que esta já estava aprovada para uso a partir dos 12 anos.

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De acordo com a Agência Europeia do Medicamento, a dose do fármaco administrada às crianças dos 5 aos 11 anos será inferior à utilizada em pessoas com 12 ou mais anos (10 µg em comparação com 30 µg).  

A decisão foi tomada após um estudo que mostrou que esta dose reduzida é tão eficaz nestas crianças como a dose de 30 µg nos indivíduos com 16 a 25 anos, refere a EMA em comunicado, esclarecendo ainda que, para avaliar a eficácia, foram envolvidas na investigação quase 2.000 crianças dos 5 aos 11 anos que ainda não tinham estado infetadas. "Neste estudo, a vacina foi 90,7% eficaz a prevenir a doença COVID-19 sintomática, com a taxa entre 67,7% e 98,3%", lê-se ainda no comunicado.

Tal como acontece com os idosos, a EMA aconselha que a vacina seja administrada nas crianças em duas injeções nos músculos da parte superior do braço, com um intervalo de três semanas.

No entanto, a Ordem dos Enfermeiros (OE) não recomenda que se avance para já com a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos. Num parecer divulgado também esta quinta-feira, a OE salienta que se deve "aguardar por uma maior evidência científica quanto aos custos-benefícios a médio e a longo prazo", escreve o site da CNN Portugal, que cita a Agência Lusa.

O mesmo parecer sublinha também que os benefícios decorrentes da vacinação contra a COVID-19 de crianças saudáveis nesta faixa etária serão "limitados", e que a prioridade atual deve ser a vacinação dos adultos da "forma mais célere possível".

*Notícia atualizada às 14h15 após parecer da Ordem dos Enfermeiros. 

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