O primeiro-ministro, António Costa, esteve reunido esta quarta-feira, 4 de maio, com o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, por videoconferência, mas Denys quer estar com o homólogo cara a cara e convidou-o para ir a Kiev, capital da Ucrânia. António Costa aceitou o encontro, no qual também estará o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Contudo, ainda não é conhecida a data.

A revelação foi feita no final da reunião entre os dois primeiros-ministros, numa conferência de imprensa feita por António Costa em São Bento, Lisboa. O primeiro-ministro português avançou que durante a reunião conversaram sobre o apoio que tem sido dado por Portugal, que foi dos primeiros países a fazer uma condenação clara da guerra "ilegal" e "ilegítima" da Rússia, lembrou António Costa, e falaram ainda sobre o reforço desse apoio, quer militar, quer financeiro.

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Este último tema será também levado para o encontro presencial em Kiev, no qual está já prevista a assinatura de um "acordo de apoio financeiro de Portugal no âmbito do programa do Fundo Monetário Internacional de apoio à Ucrânia", no quadro do que foi solicitado pelo país em guerra: cerca de cinco mil milhões de euros mensais. "Portugal não está em condições de responder a apoios desta dimensão, mas daremos uma contribuição substancial", frisou Costa.

Na sessão, ainda sem data prevista, também estará presente o presidente da Ucrânia, que discursou por videoconferência no parlamento português a 21 de abril.

"O primeiro-ministro convidou-me a visitar a Ucrânia em data a acertar, convite que aceitei. Incluirá um encontro com o Presidente da República da Ucrânia, Volodymyr Zelensky", anunciou o primeiro-ministro. Sobre a posição do PCP relativamente à guerra na Ucrânia, que levou inclusive a que recusasse estar presente no discurso de Zelensky em Portugal, Costa foca-se num só ponto: democracia.

"Não entramos, em Portugal, num clima de caça às bruxas e respeitamos o pluralismo que resulta da vontade livre dos cidadãos portugueses. Creio que é claro para todos a profunda divergência em relação ao PCP, mas da divergência política passar para a ilegalização do PCP é algo inconcebível num Estado de direito democrático. Têm uma posição diametralmente oposta da nossa", disse.

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