Depois do pedido de suspensão do especial "A Primeira Tentação de Cristo" ter sido negado duas vezes, a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, no Brasil, assinada pelo desembargador Benedicto Abicair, não deixa margem para dúvidas: já foi dada ordem para que a Netflix retire de imediato o especial humorístico no Brasil.

No despacho assinado por Abicair, e que é citado pelo jornal "Folha de São Paulo", a decisão tem como objetivo "acalmar os ânimos" depois de o filme humorístico ter representado Jesus Cristo como homossexual.

"As consequências da divulgação e exibição da produção artística são passíveis de provocar danos mais graves e irreparáveis do que a sua suspensão, até porque o Natal já foi comemorado por todos", pode ler-se no despacho assinado por Abicar, que garante que esta é uma suspensão adequada "não só para a comunidade cristã", mas também para a "sociedade brasileira".

Além da ordem de retirada, decretada esta quarta-feira, 8 de janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que o grupo Porta dos Fundos, composto por Fábio Porchat, Antonio Pedro Tabet, Gregório Duvivier, João Vicente de Castro e Ian SBF, está ainda impedido de autorizar a reprodução do filme em qualquer outro meio.

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O incumprimento dessa ordem pode levar a uma multa de 150 mil reais (o equivalente a cerca de 33 mil euros) por cada dia em que o filme esteja disponível para visionamento.

O jornal "Estadão" chegou à fala com um representante da Netflix no Brasil mas refere que a plataforma de streaming não vai comentar o caso. No entanto, o mesmo jornal garante saber que a empresa ainda não foi notificada da ação judicial.

Da mesma forma, o jornal diz também que o grupo Porta dos Fundos também não foi notificado da ordem de retirada do seu especial de Natal que incomodou a Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, um grupo religioso do Brasil, e que gerou um ataque com dois cocktails molotov contra o edifício onde produtora do grupo está instalada.

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